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Os 11 Melhores Covers de Todos os Tempos por Grandes Bandas Pop-Punk

Os 11 Melhores Covers de Todos os Tempos por Grandes Bandas Pop-Punk

Aqui estão os melhores covers feitos por 11 grandes bandas do pop-punk.

Quando bandas pop-punk decidem tocar covers, normalmente o resultado segue dois caminhos: ou elas se mantêm fiéis demais ao original, tocando nota por nota, ou acabam destruindo um clássico. Encontrar o equilíbrio entre homenagear o artista original e dar uma identidade própria à música é uma linha tênue.

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De nomes de peso como Green Day e Paramore até veteranos do Warped Tour como New Found Glory e Less Than Jake, cada uma das bandas a seguir encontrou esse equilíbrio perfeito que faz um cover funcionar.

A Day To Remember – “Since U Been Gone” (Kelly Clarkson, 2004)

Por que esse cover funciona: Uma das maiores forças do A Day To Remember sempre foi a habilidade de misturar diferentes subgêneros em sua música de forma coesa. Por isso, encarar um cover animado do pop é tarefa fácil para eles. A versão deles do hit de Kelly Clarkson soa natural no repertório da banda, especialmente ao vivo, onde frequentemente tocam essa música durante as turnês.

The Ataris – “The Boys of Summer” (Don Henley, 1984)

Por que esse cover funciona: Entre todos os covers desta lista, a versão de "The Boys of Summer" feita pelo The Ataris foi, sem dúvida, a que mais impactou em termos de alavancar a carreira da banda. Muito disso se deve ao fator surpresa na época. O grupo já havia assinado com a Columbia pouco antes do lançamento do quarto álbum, "So Long, Astoria", em 2003, que foi bem recebido pelos fãs antigos. Mas foi o empurrão da gravadora e a força do cover que permitiram ao The Ataris alcançar um público muito maior.

Fall Out Boy – “Beat It” (Michael Jackson, 1982)

Por que esse cover funciona: Patrick Stump nasceu para cantar músicas de Michael Jackson. Sem sua habilidade de fundir emoção e soul nos vocais, nada disso funcionaria. Poderia facilmente soar como uma tentativa forçada de uma banda grande (com participação de John Mayer) de capitalizar em cima de um clássico. Esta versão permanece fiel ao original de Jackson, mas também soa como uma típica música do Fall Out Boy.

Goldfinger – “Just Like Heaven” (The Cure, 1987)

Por que esse cover funciona: No final dos anos 1990 e início dos 2000, houve uma onda de bandas pop-punk lançando álbuns só de covers, como uma forma divertida (e um pouco apelativa) de entregar algo novo aos fãs sem precisar compor músicas inéditas. Apesar de a prática ter se tornado repetitiva, surgiram algumas pérolas. O Goldfinger lançou "Darrin's Coconut Ass: Live in Omaha" em 1999, com oito covers gravados ao vivo sem plateia. O álbum já começa com uma versão explosiva de "Just Like Heaven", do The Cure, e mantém o ritmo até o fim.

Less Than Jake – “Surrender” (Cheap Trick, 1978)

Por que esse cover funciona: As músicas do Cheap Trick são perfeitas para covers pop-punk, graças ao seu apelo power pop. Os riffs de guitarra marcantes e a energia contagiante se encaixam perfeitamente quando reinterpretados por uma banda punk. E ficam ainda melhores nas mãos do Less Than Jake, já conhecido por seus refrões pesados e estilo animado.

Green Day – “Knowledge” (Operation Ivy, 1989)

Por que esse cover funciona: A versão do Green Day para essa música do Operation Ivy se tornou mais do que um simples cover. Para muitos fãs, virou um momento especial nos shows, quando a banda toca esse clássico punk. "Knowledge" já apareceu quase 800 vezes no setlist do Green Day ao longo dos anos. A performance geralmente inclui um fã convidado ao palco para tocar guitarra durante a música.

Me First and the Gimme Gimmes – “Country Roads” (John Denver, 1971)

Por que esse cover funciona: Uma banda punk formada por integrantes de outros grupos se reuniu para se divertir tocando covers de músicas de várias épocas. O conceito cresceu à medida que o Me First and the Gimme Gimmes passou a incorporar mais gêneros ao repertório. Do country ao teatro musical, a banda (hoje conhecida como Spike and the Gimme Gimmes) consegue abordar qualquer estilo, sempre com referências ao punk clássico. Entre todos os covers, "Country Roads" merece destaque pela capacidade de fazer qualquer um cantar John Denver no meio do mosh ou tomando uma cerveja com os amigos.

MxPx – “I’m Gonna Be (500 Miles)” (The Proclaimers, 1988)

Por que esse cover funciona: O duo escocês The Proclaimers foi um one-hit wonder nos EUA graças ao vocal marcante de "(I'm Gonna Be) 500 Miles", de 1988. A faixa se destacou porque não havia nada parecido nas rádios ou na MTV na época. Mais de 20 anos depois, o MxPx conseguiu captar a essência única da música, ainda incluindo um trecho de um clássico do Cheap Trick.

New Found Glory – “Kiss Me” (Sixpence None The Richer, 1997)

Por que esse cover funciona: O New Found Glory merece reconhecimento por lançar álbuns inteiros só de covers pop-punk de músicas famosas do cinema. A banda já lançou três discos completos na série "From the Screen to Your Stereo" e usou o conceito em turnês, onde até 80% do setlist é composto por faixas desses álbuns. Entre todos os covers, "Kiss Me", do Sixpence None The Richer, segue sendo o destaque. A música é instantaneamente reconhecível e já apareceu em diversos filmes e séries, incluindo "Ela é Demais" (1999).

Paramore – “Burning Down the House” (Talking Heads, 1983)

Por que esse cover funciona: Quem disse que a arte de criar um bom cover pop-punk morreu? O cover do Paramore para "Burning Down the House", do Talking Heads, lançado em 2024, mantém-se fiel ao original de 1983. Mas é a voz de Hayley Williams que chama atenção, trazendo paixão e intensidade em cada palavra, talvez até superando David Byrne na versão original.

Social Distortion – “Under My Thumb” (Rolling Stones, 1966)

Por que esse cover funciona: Aqui, o termo "pop-punk" é usado de forma mais flexível. Mas todo mundo precisa ser lembrado de ouvir o cover do Social Distortion para "Under My Thumb", dos Rolling Stones, de 1966. A versão chegou em 1996, pouco antes de todas as bandas punk começarem a lançar covers regularmente. Essa interpretação mostra Mike Ness em sua melhor forma: o vocal rasgado, a guitarra distorcida e a batida característica do Social Distortion, que faz você querer brigar ou dançar – ou os dois.