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Aquele Dia em que o LIMP BIZKIT Foi Vaiado e Expulso do Palco Após Briga com DJ de Rádio de Chicago
Um dos momentos mais notórios da já turbulenta história do Limp Bizkit aconteceu em 26 de julho de 2003, durante a etapa da turnê Summer Sanitarium no Hawthorne Racetrack, em Chicago, Illinois. Meia hora após o início do show, o vocalista Fred Durst deixou o palco em meio a vaias, garrafas e moedas arremessadas por uma plateia hostil — principalmente fãs do Metallica, ansiosos pela apresentação dos headliners.
De acordo com o Chicago Tribune, a animosidade começou cedo, com membros da plateia exibindo faixas com dizeres como "Fred Sucks" e vaiando sempre que o nome do Limp Bizkit era mencionado por bandas anteriores.
O Chicago Sun-Times relatou que Durst inicialmente respondeu à hostilidade com bravata: "Pode mandar!". Mas a situação rapidamente saiu do controle. Segundo relatos, ele chamou os fãs de "fucking pussies", insultou a habilidade deles de arremessar objetos e iniciou uma série de xingamentos recheados de palavrões e comentários homofóbicos.
Vale mencionar que, em determinado momento, Durst chegou a imitar o Kermit, o Sapo, enquanto provocava a multidão.
Anders Smith Lindall, do Sun-Times, descreveu a cena como um momento de "autodestruição" para Durst. Segundo seu relato, a banda tocou seis músicas antes de abandonar o palco. Durst continuou com os insultos dos bastidores até ser retirado do microfone. A fúria do público forçou um atraso de 90 minutos antes que o Metallica finalmente subisse ao palco.
Na época, veículos de imprensa destacaram que parte da hostilidade do público de Chicago foi alimentada pelo radialista Matthew Erich "Mancow" Muller, que vinha criticando Durst nos dias que antecederam o show. Mancow chegou a incentivar as pessoas a comparecerem ao evento e jogarem coisas no Limp Bizkit — atitude longe de ser aceitável.
Em uma entrevista de 2025, Mancow explicou por que odiava tanto Durst, dizendo: "Fred Durst era um executivo de gravadora, um cara de terno. Eles fizeram uma pesquisa: crianças usam boné para trás. O que jovens gostam de fazer? Quebrar coisas. BREAK STUFF! E tudo isso... não estou brincando — era tudo falso. Era tudo gravadora, como os Monkees ou qualquer outra banda fabricada.
"Foi tudo planejado para adolescentes revoltados de 15 anos, e era falso. Não era algo real. Não era orgânico. O Offspring, dessa mesma leva, era real — aqueles caras eram autênticos. Limp Bizkit era uma farsa."
Para piorar, o Limp Bizkit ainda enfrentou um processo coletivo por quebra de contrato devido à apresentação. O advogado de Chicago, Michael Young, entrou com uma ação em nome de 40 mil espectadores, alegando que a banda incitou uma "rebelião" durante o show.
Segundo Young, o grupo exibiu "mensagens obscenas e profanas ao público em quatro telões gigantes", gritou "declarações homofóbicas e anti-gays repugnantes" e deixou o palco após apenas 17 minutos de uma apresentação prevista para 90 minutos. Young pediu um reembolso de US$ 25 para cada ingresso de US$ 75.
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