Lancamentos

Publicado em

Como o Lamb of God Aprendeu a 'Abrir Espaço' para Randy Blythe

Como o Lamb of God Aprendeu a 'Abrir Espaço' para Randy Blythe

O guitarrista do Lamb of God, Mark Morton, atribui a evolução musical da banda ao longo dos últimos 30 anos a um fator predominante: eles aprenderam a considerar melhor o vocalista Randy Blythe durante a composição das músicas.

Morton e Blythe discutem essa nova perspectiva da banda e como ela influenciou o próximo álbum, Into Oblivion (com lançamento previsto para 13 de março), na matéria de capa digital da Loudwire de março.

"No começo — e o Randy pode confirmar isso — a banda realmente não pensava muito no que o Randy iria fazer", diz Morton. "Éramos todos jovens, bêbados, cheios de raiva e tudo mais, mas éramos uma banda instrumental muito intensa, abrasiva, um tanto técnica e com groove, e o Randy chegava e fazia a parte dele por cima disso. Era assim que víamos por muito tempo, e acho que ele também enxergava dessa forma."

Com o tempo, porém, Morton afirma que a banda aprendeu a "dosar a densidade das notas e o tipo de acrobacias e fogos de artifício musicais. E conseguimos abrir espaço para o Randy, que é o frontman e o centro das atenções."

O guitarrista acrescenta: "São os vocais, é muito importante... Vinte e cinco anos atrás, provavelmente você não ouviria essa opinião de mim."

Essa nova abordagem na composição é apenas uma das várias maneiras pelas quais o Lamb of God se tornou mais unido ao longo de três décadas de carreira, período em que a banda ascendeu ao topo como um dos maiores e mais consistentes nomes do metal moderno.

"Estou na banda há 30 anos e, depois de todo esse tempo, nos damos melhor agora do que nunca", afirma Blythe. "Acho que as pessoas têm essa ideia de que, quando você é jovem e entra numa banda, é como uma gangue — um por todos, todos por um. E havia um pouco disso, mas também houve muitos desentendimentos ao longo dos anos. Fisicamente e emocionalmente, acho que hoje funcionamos como uma unidade melhor do que jamais funcionamos. E acredito que isso se deve, em grande parte, ao fato de todos nós pensarmos no bem maior, nessa coisa que criamos juntos."

Nesse ponto, Blythe não vê motivos para que os bons momentos acabem. "Nunca precisamos terminar", explica. "Vamos encarar: eventualmente nossos joelhos vão falhar. Vamos chegar aos 85 anos. O Lamb of God provavelmente não estará no palco aos 85, mas nunca precisamos acabar. Quero morrer sendo membro desta banda — não que eu queira isso tão cedo. Quero viver até os 100."

Leia a matéria completa sobre o Lamb of God na edição digital de março da Loudwire AQUI.