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Conexões do Rock no Novo Álbum de Harry Styles, 'Disco, Occasionally'
Aos 32 anos, Harry Styles já trabalha com música há metade de toda a sua vida.
Ele tinha 16 anos quando apareceu pela primeira vez no programa britânico de competição musical The X Factor, ao lado de alguns outros adolescentes. Juntos, eles formaram o One Direction, um grupo de cinco integrantes que acabou se tornando uma das boy bands mais vendidas de todos os tempos e cuja popularidade era tão intensa que frequentemente era comparada à Beatlemania.
Styles embarcou em carreira solo alguns anos depois, lançando seu álbum de estreia autointitulado em 2017. Mais três álbuns se seguiram, sendo o mais recente Kiss All the Time. Disco, Occasionally, lançado em 6 de março. Segundo Styles, esse novo álbum foi fortemente inspirado pelos sons e sensações que ele experimentou em clubes de Berlim, além de vários outros lugares internacionais por onde viajou nos últimos anos.
"Eu queria recriar [o que] eu sentia na pista de dança, me perdendo na instrumentação e na musicalidade. Era tão imersivo, tipo, é assim que quero me sentir quando estou no palco também", ele disse à Runner's World no início deste mês. (Styles é um corredor ávido e já completou duas maratonas.) "Não quero que pareça um sermão que estou pregando. Queria que fosse como, ah, estamos juntos nessa música. Como se eu estivesse nela com você."
Mas uma coisa a se saber sobre Styles é que ele é um estudante dos que vieram antes dele. Ele já citou artistas como Prince, David Bowie, Mick Jagger e Queen como inspirações, e também fez amizade com nomes como Stevie Nicks, Joni Mitchell e Elton John. E não pudemos deixar de notar que há alguns fios de rock 'n' roll correndo por Kiss All the Time. Disco, Occasionally. Listamos eles abaixo...
Como costuma acontecer com álbuns de grande escala como Kiss All the Time. Disco, Occasionally, ele foi gravado em vários lugares diferentes. Mas os locais principais foram dois dos mais importantes do rock: Abbey Road Studios, em Londres, e Hansa Studios, em Berlim. O primeiro, claro, foi o playground dos Beatles nos anos 60, e continua sendo usado por músicos de rock até hoje. E o segundo é onde David Bowie e Iggy Pop vieram nos anos 70 para gravar Low, The Idiot, "Heroes", Lust for Life e mais.
Em determinado momento do ano passado, Styles foi a um show que o fez querer voltar a fazer turnê. "Fui ver o Radiohead em Berlim, e me senti tão parte da plateia", ele contou recentemente a Zane Lowe, da Apple Music. "Estou assistindo aquilo e sentindo tudo o que está acontecendo ao meu redor na multidão. Tem gente pegando as coisas uns dos outros e pessoas trazendo coisas umas para as outras. É esse senso de estranhos se olhando e massageando os ombros uns dos outros quando alguém está emocionado e olhando nos olhos de um estranho e gritando juntos um refrão."
Isso foi em dezembro de 2025, quando o Radiohead fez uma residência na Uber Arena, em Berlim. Ainda mais interessante, porém, é que um dos próprios amigos do Radiohead participou da produção de Kiss All the Time. Disco, Occasionally. Trata-se de Tom Skinner, que toca bateria no Smile, projeto paralelo do Radiohead. Skinner toca bateria em seis das 12 faixas do álbum, além de fazer backing vocal na música "Dance No More".
Para este álbum, Styles contratou alguns membros do Duke Quartet, um grupo de cordas baseado na Europa. Louisa Fuller tocou violino e John Metcalfe tocou viola em uma faixa exuberante chamada "Coming Up Roses".
Acontece que membros desse grupo já foram chamados por bandas de rock em diversas ocasiões, incluindo, mas não se limitando a, Pretenders, Blur, Simple Minds, The Cranberries e Pete Doherty. Abaixo está "Everyday Is Like Sunday", de Morrissey, single do álbum Viva Hate, que contou com membros do Duke Quartet.
No momento em que este texto foi escrito, o engenheiro Brian Rajaratnam tem apenas 34 anos, mas já trabalhou com vários nomes famosos do rock. Em 2022, ele foi engenheiro assistente no sétimo álbum do Slipknot, The End, So Far. Depois vieram trabalhos em álbuns de rock do Avenged Sevenfold (Life Is But a Dream...), Kings of Leon (Can We Please Have Fun) e David Byrne (Who Is the Sky?).
Mark "Spike" Stent era literalmente um adolescente quando começou a trabalhar em estúdios. Ao longo dos anos, ele trabalhou com dezenas de artistas internacionais, incluindo, mas não se limitando a: U2, The Beatles, Depeche Mode, Foo Fighters, Peter Gabriel, Yeah Yeah Yeahs, Oasis, Madonna e muitos outros.
A melhor pergunta aqui é: com quem Emily Lazar ainda não trabalhou? Permita-nos listar alguns nomes do extenso currículo de masterização de Lazar: David Bowie, The Killers, Morrissey, Donald Fagen, Alanis Morissette, Lou Reed, Paul McCartney, Sinead O'Connor, John Mayer, etc.
