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Crítica de filme: Bring Me The Horizon L.I.V.E. em São Paulo – Uma experiência imersiva e épica
O show apresentado em L.I.V.E. em São Paulo é a realização plena da visão da banda para a narrativa POST HUMAN. Desde a abertura, que lembra um videogame, fica claro que esta experiência vai além de um simples show: trata-se de uma imersão em um universo distópico, com uma trama de guerra cibernética e personagens recorrentes como E.V.E, Selene e M8, que adicionam camadas à mitologia criada pelo Bring Me The Horizon e à história que se entrelaça cada vez mais com suas apresentações ao vivo.
No aspecto musical, o filme é praticamente uma coletânea dos maiores sucessos da fase atual do BMTH (embora M8 brinque sobre querer ouvir "Pray For Plagues"), todos apresentados na tela como se fossem diferentes reinos em um jogo de plataforma de mundo aberto. De "Kool-Aid" e "AmEN!" a "Kingslayer" e "Parasite Eve", passando por "Can You Feel My Heart" e "Drown" – e um emocionante "Follow You", durante o qual dois casais diferentes ficam noivos na plateia – o filme é um lembrete ensurdecedor de como o repertório do Horizon se tornou monstruoso na última década, sem perder o ritmo em nenhum momento, como demonstra a energia incessante da multidão durante mais de 90 minutos.
Falando em português em vários momentos, Oli Sykes compartilha com o público que, ao se apaixonar por uma brasileira, não imaginava que também se apaixonaria por todo um país. E o público brasileiro retribui esse sentimento, entregando-se completamente aos gigantes de Sheffield. No fim das contas, o que o BMTH realizou em São Paulo com este filme é simplesmente sensacional. A ambição, a criatividade e a escala grandiosa de tudo isso só reforçam que a banda está operando em um patamar diferente atualmente.
L.I.V.E. em São Paulo é a perfeita encapsulação da experiência ao vivo do Horizon e precisa ser assistido na maior tela possível. Fica a expectativa: o que será que eles vão criar da próxima vez?
Veredito: 5/5
