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Dee Snider explica cancelamento da turnê de reunião: 'Não estou morrendo'

Dee Snider explica cancelamento da turnê de reunião: 'Não estou morrendo'

No início deste mês, foi anunciado que a aguardada turnê de reunião de 50 anos do Twisted Sister não aconteceria mais devido a questões de saúde de Dee Snider. No entanto, o vocalista fez questão de tranquilizar os fãs: ele está bem.

“Os rumores correram soltos dizendo que eu estava à beira da morte”, comentou recentemente em seu programa de rádio House of Hair. “Não estou. Só não consigo mais fazer aquelas coisas que fazia aos 20, 30, 40, 50 e até 60 anos. Certo? Fora isso, estou vivo e bem. Estou curtindo a vida.”

A turnê do Twisted Sister estava prevista para começar em 25 de abril, em São Paulo, Brasil.

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“Vocês não vão me ver no palco detonando como antes porque isso me prejudicaria”, continuou Snider, agradecendo aos fãs pelas mensagens de apoio. “Muito obrigado por torcerem por mim. Estou bem. Só não consigo mais fazer isso. E sabem de uma coisa? A verdade é: não quero que vocês me vejam sendo menos do que esperam de mim. Vocês têm lembranças de um grande show que fiz? É isso que quero deixar para vocês.”

Pouco depois do anúncio do cancelamento da turnê, Snider participou de um talk show online chamado Acid for Squares, apresentado por seu filho cineasta, Cody Blue. No programa, Snider falou sobre os desafios que enfrenta com artrite degenerativa nos ombros, pressão alta e uma cirurgia recente de substituição do quadril.

Snider, que sempre foi sóbrio, também comentou sobre uma experiência que teve com seu filho envolvendo cogumelos — uma tentativa de reduzir o estresse, potencialmente melhorar a saúde do coração e, nas palavras de Snider, “dar uma desacelerada, por assim dizer”.

“Sempre disse a mim mesmo, porque vi os efeitos tremendos que plantas medicinais tiveram na minha família, as mudanças físicas que trouxeram — sempre disse que, se precisasse, se isso me ajudasse em alguma situação no futuro, eu tentaria. Eu aceitaria”, explicou, ressaltando ainda que está sendo acompanhado por médicos e tomando medicamentos para controlar a pressão arterial. “Foi muito psicodélico, por falta de uma palavra melhor, muito orgânico, em movimento.”