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Enquete dos fãs: Top 5 músicas de metal cômico
Considerando que é um mundo de música extrema feita por personagens ainda mais extremos, não é tão difícil para as pessoas encontrarem o humor no heavy metal.
De fato, desde que o Spinal Tap começou a cantar sobre bundas grandes com abobrinhas enfiadas nas calças, temos sido confrontados com inúmeros humoristas do hard rock tentando elevar a aposta ao fazer você morrer de rir e bater cabeça ao mesmo tempo — seja satirizando o glam metal dos anos 80, virando publicitários brutais ou apimentando a maluquice do rap-metal com tiradas hardcore. Então, naturalmente, perguntamos a vocês quem entregou o hino de comedy-metal mais engraçado de todos.
Para deixar claro, um monte de palhaços começou a zoar clássicos fracassos do metal nos comentários esta semana. Nós ouvimos vocês — na real, até concordamos em alguns casos — mas ainda achamos que esses votos de piada estão pegando pesado demais. Por isso, mantivemos esta enquete limitada àqueles destaques com punchlines intencionalmente elaboradas.
Essas foram as suas cinco escolhas principais, ranqueadas de acordo.
Dethklok – “Duncan Hills Coffee Jingle”
“Vocês gostam de café?”
Sinceramente, poderíamos ter preenchido toda essa enquete só com os hits absurdos do death metal surrealista patenteado do Dethklok. Mas mesmo depois de todos esses anos, talvez não exista mistura melhor de comédia e brutalidade do que o “Duncan Hills Coffee Jingle” do episódio de estreia de Metalocalypse.
Aqui está a questão: enquanto há 20 anos a gente rachava de rir com a ideia do Dethklok servindo gritos agudos nojentos e pedal duplo mercenário sob o louvor gutural de Nathan Explosion ao “sabor supremo”, hoje vivemos em um mundo onde extremistas como Lamb of God, Cannibal Corpse e Imminence estão servindo xícaras ousadas com assinatura própria.
Em outras palavras, “Duncan Hills Coffee Jingle” é engraçado porque é verdade.
Steel Panther – “Death to All but Metal”
Embora o visual do glam metal — com suas calças de lycra esticadas e cabelos de poodle — seja um prato cheio para paródias, talvez a maior parte da piada com o Steel Panther seja que o repertório satírico e escrachado deles só leva o som da Sunset Strip um pouco além, até o extremo cômico. E, de fato, o espectro da verdade e da história do rock & roll paira sobre cada hino grotescamente exagerado como “Eatin’ Ain’t Cheatin’” e “Stripper Girl”.
Enquanto esta semana muita gente tentou votar no catálogo inteiro do Panther, os leitores da Revolver parecem gravitar em torno da grosseiramente imatura “Death to All But Metal”, uma diss track agressivamente ofensiva que exalta o metal enquanto mira em Britney Spears, Goo Goo Dolls e Blink-182.
Anthrax – “I’m the Man”
Alguns diziam que rap e metal nunca poderiam se misturar. Bem, todos eles podem chupar o...
O humor à la Dickens não é o objetivo em “I’m the Man”, o hit de rap-metal de 1987 do Anthrax. Na real, Scott Ian, Charlie Benante e Frank Bello piram com um rap de fraternidade, mandando ver sobre os peidos que eles peidam em cima de uma batida simples old school, samples de Sam Kinison e o guitarrista Danny Spitz levantando uma versão thrash de “Hava Nagila”.
Se “I’m the Man” soa como uma brincadeira com Beastie Boys, tem motivo — Benante confirmou à Revolver que Mike D, MCA e King Ad-Rock deveriam soltar uns versos originalmente, mas conflitos de agenda acabaram transformando os próprios membros do Anthrax em MCs.
O mic check irreverente abriu caminho para explorações mais sérias do rap-metal, como a colaboração “Bring the Noise” com o Public Enemy, e um cover de “Looking Down the Barrel of a Gun” dos Beasties.
Green Jellÿ – “Three Little Pigs”
O clássico cult de comedy-metal “Cereal Killer”, do Green Jellÿ, de 1993, nos apresentou a uma galeria de personagens hilários — do poderoso Cowgod, ao travesso Rock-N-Roll Pumpkihn de voz aguda, até o Shitman de sapato sujo de cocô. Todos, porém, ficam pálidos diante do trio suíno no coração do hit “Three Little Pigs”.
A brincadeira subversiva de rap-metal com riffs de homem das cavernas reimaginou os porquinhos como uma mistura de maconheiros chapados e arquitetos formados em Harvard, enquanto o lobo aparece como um predador de Harley Davidson à espreita. Tomando liberdades com a fábula original, Rambo invade tudo a tiros no final da música.
Enquanto Bill Manspeaker, do Green Jellÿ, conduz a narrativa, Maynard James Keenan, do TOOL, faz uma participação especial como os porquinhos de voz de gás hélio — Danny Carey também destrói na bateria aqui.
Tenacious D – “Master Exploder”
Apesar de serem apenas dois caras, Jack Black e Kyle Gass, do Tenacious D, têm a habilidade sobrenatural de fazer os fãs se dobrarem de rir enquanto levantam os chifres do metal.
Eles já fizeram isso ao homenagear “a melhor música do mundo” e ao jurar lealdade eterna ao “The Metal”. Gostamos tanto deles que até deixamos, de vez em quando, eles... foderem nossos ouvidos gentilmente. Mas a música que realmente explodiu a cabeça dos leitores foi “Master Exploder”, destaque do filme Pick of Destiny.
Como os melhores esquetes de comédia, a execução é simples. Black puxa um riff acústico matador, enquanto Gass detona na guitarra. Como o filho bastardo de Rob Halford com uma águia careca que acabou de levar um chute nas bolas, Black lança sua voz em um falsete de outro mundo. Ao mesmo tempo hilária e impressionante, é um momento de metal alegre que prova que a voz de Black é do caralho.
