Notícia

Publicado em

Gene Hoglan revela o único desafio de tocar com Death To All e Dark Angel em turnê na Austrália

Em uma nova entrevista ao The Downbeat Podcast, apresentado por Craig Reynolds, baterista do Stray From The Path, Gene Hoglan falou sobre a turnê australiana que o Death To All fará com o Da...

Gene Hoglan revela o único desafio de tocar com Death To All e Dark Angel em turnê na Austrália

Em uma nova entrevista ao The Downbeat Podcast, apresentado por Craig Reynolds, baterista do Stray From The Path, Gene Hoglan falou sobre a turnê australiana que o Death To All fará com o Dark Angel em janeiro de 2027. O lendário baterista do metal extremo terá jornada dupla, tocando nas duas bandas. A entrevista foi repercutida pelo BLABBERMOUTH.NET em 22 de outubro de 2026.

Segundo a transcrição do site, Hoglan explicou: “A única parte desafiadora disso será… Se estivéssemos em um ônibus de turnê nessa viagem, eu estaria dentro. Vamos voar de um show para o outro e teremos coisas como três apresentações seguidas, bastante disso, então é aí que [vai ficar desafiador]. Temos isso pela frente, e essa é a única parte desafiadora. [Voos cedo], tudo isso, e não conseguir descansar”.

“E eu sou um cochilador em série. Todo mundo sabe que eu tiro uma soneca antes do show, e é assim que consigo energia para tocar. E você não consegue cochilar quando está em turnê pela Austrália. Você não consegue cochilar quando está em turnê pela América do Sul, porque [há] muitos deslocamentos de avião envolvidos, e estou preparado para isso”, continuou o baterista.

“Então, tomo um superalimento antes de subir ao palco. Tento não recorrer a coisas como Red Bull e tudo mais, mas tomo um superalimento, que são apenas vitaminas concentradas, e isso dá muita energia. E aí você consegue dormir naquela noite, porque não está todo acelerado por causa de Red Bull. Esse tipo de coisa ajuda bastante”, acrescentou Hoglan.

A formação atual do Death To All reúne Hoglan, também integrante do Dethklok, Steve DiGiorgio, do Testament, no baixo, e Bobby Koelble na guitarra. Max Phelps, do Cynic, que vem excursionando com o grupo, assume novamente os vocais e a segunda guitarra. Hoglan gravou a bateria dos álbuns do Death “Individual Thought Patterns” (1993) e “Symbolic” (1995). DiGiorgio tocou baixo em “Human” (1991) e “Individual Thought Patterns”, enquanto Koelble foi o guitarrista de “Symbolic”.

Em sua primeira turnê australiana, o Death To All apresentará um extenso repertório dedicado ao legado do Death, homenageando todo o catálogo da banda. Estão previstas músicas de “Scream Bloody Gore” (1987), “Leprosy” (1988), “Spiritual Healing” (1990), “Human”, “Individual Thought Patterns”, “Symbolic” e “The Sound Of Perseverance” (1998).

No outono de 2025 no Hemisfério Norte, o Death To All concluiu uma turnê norte-americana intitulada “Symbolic Healing”. A série de apresentações celebrou, durante um mês, dois álbuns fundamentais do Death: “Spiritual Healing” e “Symbolic”.

Em 2024, o Death To All havia celebrado “Scream Bloody Gore” e “The Sound Of Perseverance” pela América do Norte.

Além da celebração dos dois discos, cada noite da turnê do outono de 2025 também trouxe clássicos de outras fases do catálogo do Death.

Fundado em 1984 por Chuck Schuldiner em Altamonte Springs, na Flórida, inicialmente com o nome Mantas, o Death esteve entre os pioneiros mais conhecidos do death metal, ao lado do Possessed, da Califórnia. Inspirado pelo Nasty Savage, o grupo foi um dos primeiros nomes da cena de death metal da Flórida. No fim dos anos 1980, a banda fez parte dessa cena e teve papel essencial na definição de sua identidade, que ganhou reconhecimento internacional com os lançamentos de diversos artistas da região.

O Death To All funciona como uma banda de tributo ao Death original, que encerrou as atividades em 2001 após a morte de Schuldiner.

Já o Dark Angel disponibilizou digitalmente, em setembro de 2025, pela Reversed Records, “Extinction Level Event”, seu primeiro álbum de inéditas em 34 anos.

Em junho de 2025, o Dark Angel lançou “Circular Firing Squad”, segundo single de “Extinction Level Event”. O primeiro single, a faixa-título, foi escrito pelo guitarrista Jim Durkin mais de uma década antes, muito antes de ele sofrer de uma grave doença hepática e morrer em 2023, surpreendendo a todos. O álbum foi gravado e mixado no Armoury Studios, em Vancouver, na Colúmbia Britânica, Canadá. Hoglan ficou responsável pela produção executiva, Rob Shallcross assinou a produção e a engenharia de som, e Mike Fraser cuidou da mixagem.

Durkin morreu em 8 de março de 2023, aos 58 anos. Integrante original do Dark Angel, ele tocou nos três primeiros álbuns da banda — “We Have Arrived” (1985), “Darkness Descends” (1986) e “Leave Scars” (1989) — antes de sair do grupo em 1989. O guitarrista participou da formação que reuniu a banda em 2013 e, desde então, vinha tocando com o grupo de forma intermitente.

Antes de sua morte, Durkin já estava ausente de alguns shows do Dark Angel. Nessas apresentações, foi substituído por Laura Christine, esposa de Hoglan, que posteriormente se tornou integrante permanente da banda.