Em artigos anteriores, eu realmente tentei focar mais em reflexões profundas do que em críticas ácidas, mas talvez seja hora deste goblin quebrar o rótulo de jornalista novato e verde; chegou a hora da primeira entrevista de verdade do Johnny!
Vi toda aquela comoção sobre uma loja de merch falsificada lucrando às custas de uma das minhas bandas favoritas e, mais importante, dos meus amigos, o Limp Bizkit. Assim que percebi que os trolls começaram a apoiar os contrabandistas, soube que precisava intervir e contar o lado do LB nessa história. Liguei imediatamente para o Fred para marcar a entrevista, mas caiu direto na caixa postal. Então, entrei em contato com meu velho amigo Gary, o artista do T-Bag, que já participou do meu podcast (episódio aqui) e parece ser o artista oficial da banda. A resposta dele foi enigmática: apenas três números e um pin aleatório no mapa? OH MEU GOB, um enigma, que depois de REORGANIZAR, consegui decifrar como sendo um horário e um local para encontrar o próprio LIMP f*cking BIZKIT.
Doze dias, quatro aviões, dois trens e um automóvel depois, cheguei ao ponto de encontro. Minhas garras estavam suadas e minha corcunda pingava de suor. Enquanto me aproximava do estande, preparei meu gravador Talkboy, que comprei num site de memorabilia de Esqueceram de Mim que, com certeza, era falsificado. O som dos tênis ADIDAS shelltop rangendo se aproximou por trás. Então, BOOM. Lá estava ele, o verdadeiro FRED DURST, em carne e osso. Ele já chegou avisando: essa seria sua primeira e única entrevista EVER. Parecia extremamente hesitante, inclinou-se e sussurrou: "Ultimamente tenho estado cético, silencioso quando deveria falar." Coloquei minha mão no Gob e jurei contar sua história de forma fiel e completa. Demos aquele toque de mão e o que segue é o que aconteceu:
Você pode pensar que a reação do Fred Durst para qualquer pergunta seria um "YEAH!", até o momento em que o assunto é alguém tirando dinheiro do bolso da banda. Aí ele não só traça o limite, como também sente vontade de QUEBRAR TUDO. Perguntei exatamente sobre isso, e ele disse, e cito: "É do meu jeito... do meu jeito ou caia fora."
Tentei argumentar que isso é um sinal dos tempos, que 2026 está cheia de empreendedores buscando qualquer tipo de bico, que talvez fosse só uma questão geracional. Foi aí que Fred levantou, arrancou o chapéu Kangoo e gritou: "Pode falar merda, fala merda de mim!" Ele ficou tão irritado que começou a gaguejar: "Pode falar merda da minha g-g-geração." Não queria causar uma cena no Arby’s onde estávamos, então sugeri irmos para um lugar mais discreto. Ele virou para o baterista e disse: "John Otto, leva ele pra ponte do Matthew."
De repente, estou amarrado e amordaçado no porta-malas de um Coup DeVille voando por uma estrada de terra. Dava pra perceber que era o John Otto dirigindo, pois ele pisava no pedal no ritmo perfeito, se minha contagem estava certa, no um e no três. O porta-malas se abriu e, quando a primeira luz em horas entrou, Fred pediu desculpas pela viagem turbulenta. Ele deu de ombros, sorriu e disse: "Se ao menos pudéssemos voar." O que seria ótimo, mas imagino que eles não podem pagar jatos particulares porque não têm uma loja oficial de merch.
Fred perguntou: "Você sabe onde está?" Eu disse: "Sim, na Williams Bridge. Você falou isso em voz alta antes de me sequestrar." Ele riu de forma diabólica e disse: "Bem-vindo à selva, punk, dá uma olhada ao redor." Quando percebi, estava ao lado do Fred na ponte mais bonita que já vi. Parecia que eu estava olhando para o mundo inteiro. Olhei para o lado e lá estava o resto da banda. Todos ficamos emocionados com aquela vista incrível. A maquiagem do Wes Borland estava escorrendo, claro. Foi aí que vi um lado diferente do Fred. Parecia que esse novo local secreto fazia ele se sentir seguro e confiar que eu não estava ali para fazer jornalismo sensacionalista, não vim atrás de manchetes ou para cumprir contrato com a MetalSucks... Eu queria uma coisa só. A verdade... e também uma carona de volta pra casa.
Fred parecia cansado de ser pintado como vilão: "Ninguém sabe como é ser o homem mau... ser o homem triste." Foi aí que percebi: não era sobre dinheiro, era sobre princípio. Os fãs estão sendo ENGANADOS! Compram merch achando que estão apoiando a banda favorita, mas na verdade estão dando dinheiro para algum picareta que nem usa designs originais. Comecei a ficar irritado!
"EU ODEIO ISSO", gritei, e o eco se espalhou pela ponte e pelo vale mágico abaixo. Por que Fred parecia tão em paz e agora EU é que estava surtando?!? Fred colocou a mão na minha corcunda para me acalmar: "Porque o ódio é tudo que o mundo tem visto ultimamente." Isso me atingiu como o riff de abertura de "Nookie", forte. Minha boca ficou tão aberta que a baba escorria das presas enquanto eu tentava processar aquela mensagem incrível. Quando olhei, Fred já tinha sumido na floresta. Percebi que a entrevista tinha acabado, então gritei: "Caramba, Fred. Você sempre sabe o que dizer na hora certa, né?" Ele já tinha ido... mas então ouvi uma voz ecoando entre as árvores: "YEEAAAHHH!"
É... Yeah, é isso mesmo, Fred.
Então, você deve continuar apoiando lojas de merch falsificadas como limpbizkitshop.com? NÃO! Deve ficar de olho na primeira e única loja oficial de merch do Limp Bizkit? Bem, nas palavras do líder de pensamento da minha g-g-geração, YEAH!!!
