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Resenha de álbum: ERRA – silence outlives the earth – Ambição grandiosa, brilho evidente
O ERRA busca evocar uma visão de grandeza em seu sétimo álbum. Com títulos de músicas escritos em letras minúsculas e uma identidade visual que abandona o monocromático em favor de um fúcsia tão vibrante que quase grita, a banda ainda fecha o disco com três faixas que formam uma trilogia. Impulsionados pelo sucesso de 'Cure', de 2024, que lhes rendeu turnês ao lado de Bad Omens e Northlane, o grupo do Alabama mira em algo que seja artístico e, ao mesmo tempo, impactante. A ambição é admirável, mesmo com algumas imperfeições em sua fachada.
Desde o início, fica claro que o ERRA quer elevar todos os aspectos de seu som, especialmente o contraste entre o peso esmagador e as melodias mais leves. A faixa de abertura, 'stelliform', faz isso com destreza, trazendo um surto de dedilhados ágeis e quase funkeados que rapidamente descem para riffs cortantes, enquanto esses dois elementos duelam ao longo da música.
Mais adiante, 'gore of being' entrelaça solos acrobáticos com melodias ascendentes, mas realmente atinge seu ápice quando os riffs mergulham em profundidades tão apocalípticas quanto suas letras – "Submeta-se à violência da mortalidade / Sem cura, sem sentido". Já 'black cloud' representa o auge melódico do álbum, com o guitarrista e vocalista limpo Jesse Cash soltando um quase uivo de arrepiar: "Onde você está / Na forma de ondas de nuvens em constante mudança?"
Veredito: 3/5
