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TERRY GLAZE incentiva todos a ouvirem os discos do PANTERA antes de PHIL ANSELMO

TERRY GLAZE incentiva todos a ouvirem os discos do PANTERA antes de PHIL ANSELMO

Em uma nova e reveladora entrevista com Rexx Ruger para o podcast Pod Scum, Terry Glaze, a voz original do Pantera, refletiu sobre seu tempo na banda antes da entrada de Philip Anselmo. Glaze foi o vocalista do Pantera durante a era “party metal” do início dos anos 1980, gravando os três primeiros álbuns: Metal Magic (1983), Projects in the Jungle (1984) e I Am the Night (1985). Após sua saída, ele formou o Lord Tracy e, mais recentemente, o Axe Dragger (que é sensacional).

Questionado sobre como enxerga aqueles primeiros álbuns hoje, Glaze disse: “Bem, quando você começa, é claro que todo mundo vai olhar para seus primeiros esforços e pensar: ‘Não é tão bom quanto meus trabalhos mais maduros.’ Mas acho que se você ouvir aquele material, a guitarra do Darrell soa incrível desde o primeiro dia, e especialmente no segundo álbum, o Projects, ele já está totalmente formado.

“Então, se você conseguir olhar além do meu vocal glam e ouvir as guitarras, os ritmos, eles soam muito consistentes com tudo o que eles fizeram depois. O Darrell é simplesmente foda. Então, tenho muito orgulho e realmente me sinto sortudo de ser só uma pequena parte da história de tudo aquilo. Acho que eu encorajaria todo mundo a voltar e ouvir o que o Darrell tocava, porque é simplesmente incrível.”

Neste ponto, gostaria de fazer um apelo pessoal ao Pantera – relancem as coisas antigas. Mesmo que seja um box set, como o Black Sabbath fez, as pessoas iam curtir isso. Enfim.

Refletindo sobre os irmãos Abbott, Glaze compartilhou: “Sempre me lembro do Vinnie Paul e do resto daqueles caras, eles eram meio como lutadores – 24 horas por dia, 7 dias por semana, e nunca saíam do personagem. Eles eram apenas grandes e adoráveis animais do rock and roll. Então foi muito divertido.”

Sobre Dimebag Darrell especificamente, ele disse: “O Dime era uma pessoa especial. E ele aterrorizava a equipe, e ninguém nunca devolvia na mesma moeda. Eu sempre ficava chocado que todo mundo amava tanto o Dime, mesmo ele fazendo as coisas mais malucas com toda a equipe de estrada e ninguém nunca encostava nele.

“Eu realmente não tenho nenhuma dessas histórias que eu queira compartilhar no microfone, mas toda noite era uma aventura com o Darrell. E você está lá tocando, aprendendo a fazer rock, aprendendo a tocar ao vivo, e olha para a esquerda e tem um guitarrista que pode tocar literalmente qualquer coisa.

“Ele destruía o [Eddie] Van Halen antes do YouTube. Ele destruía o Randy Rhoads antes do YouTube, e ainda colocava o próprio tempero. Quão sortudo eu fui de, na primeira banda de verdade em que entrei, estar numa banda com o Darrell e o Vince? Foi simplesmente uma oportunidade incrível e eu não levo isso como garantido.”

Glaze também contou que manteve contato com os Abbott depois de sair do Pantera: “Com certeza. Antes do Vulgar [Display Of Power] sair [em 1992], o Darrell foi ver o Lord Tracy tocar em Dallas. E depois do show, a gente saiu na limusine dele e ele me mostrou uma fita cassete, as mixagens brutas do Vulgar.

“E ele estava lá fazendo air guitar com ‘Mouth For War’. E ele olhava pra mim sorrindo. Ele dizia, ‘Van Halen.’ E eu, tipo, ‘Sim.’ E aí, na próxima turnê, quando eles foram pra Califórnia, eu passei uns dias com eles e assisti aos shows, e foi incrível.”