Entrevistas

Publicado em

ADRIAN SMITH diz que novo documentário do IRON MAIDEN vai revelar alguns segredos

ADRIAN SMITH diz que novo documentário do IRON MAIDEN vai revelar alguns segredos

O guitarrista do Iron Maiden, Adrian Smith, compartilhou suas impressões sobre o aguardado documentário da banda, Iron Maiden: Burning Ambition, que terá lançamento limitado nos cinemas em 7 de maio de 2026.

Em entrevista ao Kazagastão, do Brasil, Smith comentou sobre sua reação ao assistir ao filme: "Sim, eu assisti. E realmente gostei, o que pode soar engraçado, mas quando há algo sobre você numa tela grande, pode ser um pouco... você quer se esconder atrás das cadeiras.

"Mas acho que é um bom registro da banda, e acredito que os fãs vão gostar. Tem algumas coisas ali que nunca vieram à tona antes, e o filme aprofunda em certos temas. Então acho que as pessoas realmente vão curtir."

Dirigido por Malcolm Venville (Churchill At War) e produzido por Dominic Freeman (Spirits In The Forest – A Depeche Mode Film), o documentário traça a evolução do Iron Maiden ao longo de cinco décadas e traz depoimentos de admiradores ilustres como Javier Bardem, Lars Ulrich e Chuck D.

Smith também falou sobre o recém-lançado livro de capa dura da banda, Iron Maiden: Infinite Dreams – The Official Visual History, publicado mundialmente no outono de 2025 para celebrar os 50 anos do grupo.

"Adoro algumas das fotos antigas. É quase como se fosse uma vida diferente nos anos 80, quando eu estava na banda, como se fosse outra pessoa. Mas gosto muito do conteúdo, como o diário do [fundador] Steve Harris, falando sobre ganhar só uns trocados para fazer um show, ter que comprar cordas de guitarra, gasolina e contar cada centavo. Esse tipo de coisa é impagável. É ótimo que ele tenha guardado tudo isso", comentou Smith.

Perguntado se ele e Bruce Dickinson ajudaram a levar a banda a outro patamar quando entraram, Smith creditou o profissionalismo e a determinação de Dickinson como fatores decisivos: "Bruce definitivamente fez isso, porque, por mais que gostássemos do [ex-vocalista] Paul [Di'Anno], acho que ele não tinha a mesma mentalidade do Bruce, a mesma determinação para vencer, o mesmo comprometimento.

"Bruce era totalmente comprometido e profissional, e conseguia cantar noite após noite. E era isso que a banda precisava fazer: sair em turnê por seis, oito meses seguidos... Ninguém ia dar sucesso de mão beijada, tipo 'Ok, vamos tocar vocês no rádio, vocês vão ser estrelas'. Não existe isso."

Smith também destacou suas próprias contribuições como compositor: "Muitos dos singles que lançamos, como 'Flight Of Icarus' e 'Wasted Years', foram ideias minhas, minhas músicas – '2 Minutes To Midnight' – coautorias, na verdade. Então sinto que, de certa forma, consegui contribuir."