A baixista Becky Baldwin, radicada no Reino Unido, compartilhou um vídeo em que toca a música "Stormwatcher", que integra o próximo álbum solo do guitarrista do BLACK SABBATH Tony Iommi, "From The Dark".Baldwin, de 35 anos, mais conhecida por sua recente entrada para os veteranos dinamarqueses do metal MERCYFUL FATE, participa de "From The Dark" ao lado de Iommi, do baterista Karl Brazil, que já trabalhou com os ícones pop Robbie Williams e James Blunt, e do cantor norueguês Jorn Lande.
No início deste mês, Becky contou a Jamie Westwood e Tom Stevens, do The Chronicles Of Podcast, como conseguiu o trabalho de tocar no novo álbum de Iommi: "Primeiro recebi um e-mail numa quarta-feira qualquer, ou algo assim.
Eu estava sentada no sofá, pensando: 'Ah, que dia de merda'. E aí chegou um e-mail dizendo... Acho que 'Tony Iommi' era o assunto. Pensei: 'Opa, o que é isso?' E dizia: 'Sim, sou o empresário do Tony Iommi. Você teria interesse em vir ao estúdio, ouvir algumas coisas e ver se gostaria de trabalhar conosco?' E eu: 'O quê?' E pensei: 'Isso é falso. Com certeza é falso'. Fiquei procurando todos os motivos possíveis para justificar que aquilo era falso. Mas conferi o nome da pessoa, o site dela e o e-mail, a forma como o e-mail estava estruturado. E pensei: 'Não, espera aí, isso é real. Vou ligar para essa pessoa'. [Risos]
E, sim, era uma pessoa de verdade, e era uma oportunidade de trabalho de verdade".Sobre como chamou a atenção de Iommi inicialmente, Becky disse: "Sim, eu perguntei isso. Foi o produtor, Mike Exeter, que vinha ficando de olho em baixistas. Bom, todos eles estavam, mas ele diz que acompanha os músicos que encontra, só para ver o que estão fazendo na carreira e, sim, para ver se isso pode ser útil para ele na produção dos álbuns e coisas assim.
E ele disse que já me acompanhava havia alguns anos. Então, quando Tony estava procurando alguém, como eu vinha postando todos aqueles meus covers de baixo de clássicos do metal, incluindo algumas músicas do BLACK SABBATH, ele tinha algo perfeito para dizer: 'Ah, conheço uma baixista que mora bem perto, e você quer alguém da região.
Então aqui está o cover da Becky de 'Children Of The Sea''. Ele mostrou aquilo ao Tony, e Tony disse: 'Sim, tudo bem. Vamos chamá-la para uma jam e ver se ela gosta das músicas'".Depois que um dos entrevistadores observou que os covers de baixo de Becky no YouTube parecem estar "abrindo portas" para ela em termos de oportunidades de trabalho, Baldwin concordou. "As pessoas gostam, os fãs gostam, obviamente", disse ela. "As pessoas interessadas em baixo, as pessoas interessadas em música, mas que nunca ouviram a linha de baixo tão isolada e em destaque na mixagem, todas gostam muito.
E esse era um motivo meio secundário para fazer isso. Mas, na verdade, o motivo pelo qual comecei a fazer [os vídeos de baixo] era que eu queria mostrar às pessoas da indústria que eu realmente sei tocar, e o tipo de música que gosto de tocar, e que esse é o tipo de música que quero fazer, então, por favor, me contratem.
E, de fato, funcionou. Levou vários anos para funcionar. Eu fazia isso havia muitos, muitos anos, e não estava realmente conseguindo trabalhos nem nada. Mas estava formando um público, e eu pensava: 'Bom, isso é bem legal'.
Tipo, um motivo secundário bacana para fazer aquilo. E estava me ajudando a conseguir patrocínios de marcas e todo tipo de outras coisas, mas parecia que nunca ia me levar a realmente trabalhar com as pessoas com quem eu queria trabalhar. Porque a maioria dos trabalhos assim surge por meio de contatos, e você precisa conhecer as pessoas certas. As pessoas querem contratar quem conhecem pessoalmente, ou alguém que conheça alguém pessoalmente, porque, sim, é entrar às cegas numa situação de trabalho em que você não sabe realmente como aquela pessoa vai ser.
Ela pode ser simplesmente muito irritante [risos] ou... sei lá... pode ter problemas para controlar a raiva, e aí você fica preso num ônibus de turnê com ela durante cinco semanas e acha aquilo completamente intolerável. Então, sim, a maioria das pessoas contrata apenas gente que conhece, mas como você entra nesse círculo de pessoas que conhecem as pessoas? Então pensei: 'Bom, não conheço nenhuma dessas pessoas, então vou simplesmente fazer vídeos'.
E isso criou um público e, com o tempo, acabou chegando às pessoas certas. Chegou ao [guitarrista do MERCYFUL FATE] Hank Shermann, no caso do MERCYFUL FATE, e chegou ao Mike Exeter, no caso do Tony Iommi. E acho que, depois disso, as pessoas passam a olhar para você e pensar: 'Bom, essas pessoas confiam em você, então talvez possamos confiar em você para isso'.
Então, sim, todas essas coisas vão abrindo portas pelo caminho, eu acho".Sobre se o convite original era para gravar o álbum inteiro ou se, inicialmente, seriam apenas algumas músicas, Becky disse: "Bom, o convite era só para ir lá tocar uma música e sentir como nos daríamos, eu acho. Eles queriam ouvir como eu abordo a composição de uma linha de baixo, como me saio sob a pressão da luz vermelha de gravação acesa.
E acho que foi tudo bem, porque me pediram para fazer o restante do álbum. Mas acho que a intenção sempre foi ter o mesmo baixista no disco inteiro. Na verdade, acho que, inicialmente, quando Tony estava compondo algumas coisas, era algo parecido com [seu álbum solo de 2000, 'Iommi'], aquele disco com várias colaborações diferentes, com muitos músicos diferentes, que é um álbum tão legal, mas, conforme ele foi compondo mais, pensou: 'Na verdade, parece que isso deveria ficar com um único cantor, um único baterista, e fazer o álbum inteiro soar coeso'. Então, sim, foi maravilhoso. Acabei fazendo o disco inteiro. [Risos]".
Questionada se as linhas de baixo de "From The Dark" já estavam compostas ou se ela pôde escrevê-las e dar seu toque pessoal, Becky disse: "Tive a oportunidade de escrever o que quisesse, na verdade. Já havia uma espécie de baixo-guia. O produtor toca um pouco de baixo e tinha colocado baixo nas faixas de todas as músicas só para ter algo que soasse adequado, preenchesse os graves, para que, quando estivessem gravando os solos, aquilo soasse certo e tivesse sustentação nas frequências mais baixas. Mas, quando quiseram que eu fosse lá tocar alguma coisa, disseram: 'Bom, vamos mostrar para você sem essas faixas-guia de baixo. Porque já tem algo ali, mas queremos saber como uma baixista de fato, alguém que toca baixo e só baixo, ou que tem o baixo como instrumento principal, abordaria a linha de baixo', porque o Mike é mais do piano, dos teclados, da composição...
Ele toca um pouquinho de tudo. Então ele parte de uma perspectiva dos teclados e de conhecer os acordes de trás para frente. Aí ele diz: 'Certo. Bom, talvez eu acentuasse estas notas e fizesse aquilo'. Mas, como baixista, você pensa: 'Certo, o riff, o riff de baixo tem que ser assim'. Mas, juntos, chegamos ao que está no álbum agora.
Então eu dizia: 'Bom, isto é o que acho que tocaria se não estivesse sendo influenciada por mais nada'. E gravávamos aquilo. Registrávamos algumas ideias dessa maneira. E depois ouvíamos a faixa-guia de baixo, o que o Mike tinha gravado, e avaliávamos: 'Será que há alguns trechos aqui de que gostamos mais? Ou talvez algumas notas específicas, ou pequenas ideias melódicas ou rítmicas que realmente melhorariam o que já fizemos, o que eu já gravei?' Então, sim, juntos fomos meio que costurando as ideias dele e as minhas para chegar ao que é agora. Então, sim, pude compor coisas, mas tudo foi supervisionado pelo Mike, pelo Tony e por mim, e todos chegamos a um acordo sobre como [queríamos que] fossem as linhas de baixo. Assim, pudemos dedicar bastante tempo a cada música, o que foi ótimo".
Quanto à existência de planos para Tony lançar mais material ou se apresentar ao vivo para divulgar "From The Dark", Becky disse: "Acho que Tony realmente queria fazer um álbum, e acho que ele só quer ver como as coisas vão acontecer, na verdade. Não sei se ele está planejando outro disco. Ele tem muito material — está sempre compondo riffs e sempre tem ideias surgindo —, mas acho que ele só vai ver o que acontece com este álbum e depois ver como estará se sentindo daqui a uns dois anos, talvez, e quem sabe faça outra coisa. Mas, por enquanto, está focado nisso. E não havia um plano de sair em turnê nem nada, então vamos ver".Em uma entrevista recente à revista Rolling Stone, Iommi declarou sobre Baldwin: "Becky mora em Birmingham e toca muito bem. E ela certamente é fã do Geezer [Butler, baixista do BLACK SABBATH], e toca no estilo dele. E era isso que eu queria. Ela é muito boa".Questionado se havia considerado trabalhar com Geezer em "From The Dark", Tony disse: "Eu queria que ele tocasse neste álbum, mas ele não pôde. Está fazendo o próprio álbum, acho.
Ou, na época, aconteceu alguma coisa, então ele não pôde vir à Inglaterra. Eu queria concluir isso e finalmente lançar, na verdade. Como a Becky, conforme eu disse, é fã do Geezer e toca nesse estilo, pensei: vamos tentar. E ela foi boa".Em janeiro de 2024, o MERCYFUL FATE anunciou que havia recrutado Baldwin como sua nova baixista permanente. A musicista radicada em Birmingham, na Inglaterra, já havia feito uma turnê com o MERCYFUL FATE no outono de 2022 como substituta temporária de Joey Vera, que não pôde participar das datas devido a um conflito de agenda com seu grupo de longa data, o ARMORED SAINT.
Depois de tocar piano na infância, Becky começou a tocar baixo na adolescência e passou a se apresentar com bandas na escola. Em 2009, mudou-se de Trowbridge para Bristol para estudar no BIMM Bristol e se envolveu intensamente na cena musical da cidade. Becky é bacharel com honras em Prática Musical Profissional e hoje mora no berço do heavy metal: Birmingham, no Reino Unido.Becky é uma artista enérgica ao vivo e uma musicista eficiente em gravações, especializada em tocar baixo com os dedos e nos gêneros rock e metal. Desde 2012, Becky realiza aproximadamente 100 shows por ano, oferecendo suas habilidades a uma grande variedade de bandas (incluindo bandas de covers e de repertório autoral, em gêneros que vão do metal ao folk, à música urbana, ao funk, ao pop, ao jazz e muito mais). A música levou Becky por toda a Europa e aos EUA para turnês e sessões de gravação.Becky é cofundadora da empresa especializada em aulas particulares Bristol Rock Centre, que mantém um estúdio de ensino e ensaios em Mangotsfield.
Ela colaborou com a banca examinadora Rockschool na elaboração e revisão de livros didáticos e de preparação para exames, incluindo "Let's Rock Bass", a coleção "Popular Music Theory" e o programa de canto de 2014. Ministrou workshops com o Bristol Rock Centre e a Rockschool e deu palestras no BIMM Bristol, no ACM Birmingham e no Access Creative College. Becky teve aulas com músicos de destaque como Stuart Clayton (banda de CARL PALMER), Damon Minchella (OCEAN COLOUR SCENE, PAUL WELLER) e Jim Barr (PORTISHEAD, GET THE BLESSING).Foto da banda completa e do produtor por Tina K Saiba mais sobre Black sabbath Anterior Mais notícias
