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Ouça o Álbum de Estreia da Nova Banda de Tom Hamilton, Close Enemies

Ouça o Álbum de Estreia da Nova Banda de Tom Hamilton, Close Enemies

Os fãs de Aerosmith têm agora um novo motivo para comemorar: o lendário baixista Tom Hamilton retorna com o lançamento do primeiro álbum completo de sua nova banda, Close Enemies.

O álbum de estreia do Close Enemies chega às lojas nesta sexta-feira (13 de março), e os fãs já podem garantir a pré-venda do disco. O Ultimate Classic Rock (UCR) apresenta, com exclusividade, uma prévia do álbum completo, disponível para audição abaixo.

A formação da banda conta com Tom Hamilton no baixo, os guitarristas Trace Foster e Peter Stroud, o baterista Tony Brock e o vocalista Chasen Hampton.

Segundo Hamilton, em entrevista ao UCR, o material do álbum surgiu de maneira surpreendentemente natural e espontânea. "Sentamos no porão do Peter e há algo especial naquele ambiente. Colocamos alguns microfones e conseguimos sons de bateria incríveis", conta. "Todos os timbres de guitarra e baixo estavam ali. Eu trouxe uma demo crua de uma música que estava na minha cabeça há tempos. Todos ouviram e, imediatamente, começaram a contribuir com partes maravilhosas. Ao final do dia, tínhamos uma faixa linda que eu mal podia acreditar."

Hamilton dispensa apresentações por seu trabalho com o Aerosmith. Já Tony Brock é o som estrondoso que ainda ecoa nos ouvidos de quem ouviu álbuns do The Babys, Rod Stewart, Steve Perry, Eddie Money e muitos outros. Peter Stroud também acumula créditos desde cedo, começando com Pete Droge e se tornando conhecido por seu trabalho com Sarah McLachlan e Don Henley, além de ser colaborador frequente de Sheryl Crow.

O outro guitarrista do Close Enemies, Trace Foster, passou anos rodando o mundo com bandas como Rolling Stones e Aerosmith, trabalhando tanto com Hamilton quanto com Joe Perry, além de ser o braço direito de Angus Young no AC/DC. Cheap Trick e Melissa Etheridge são apenas mais alguns nomes em seu extenso currículo. No vocal, Chasen Hampton é o elo que une tudo, trazendo uma qualidade camaleônica ao som do grupo. Ele é um verdadeiro camaleão, guiando o ouvinte por uma jornada através das 10 faixas do álbum de estreia do Close Enemies.

Se o álbum é uma arte em extinção (como muitos dizem), os integrantes do Close Enemies estão determinados a resgatar esse formato. Para isso, contaram com o compositor Gary Stier, considerado o "arma secreta" do grupo, para ajudar nessa missão. "Take a Pill", o mais novo single, chega hoje como mais um exemplo do esforço coletivo da banda.

"Acho que essa música reflete muito sobre onde estamos em nossas vidas agora", compartilha Stroud ao UCR. "Qualquer pessoa da nossa faixa etária pode se identificar com ela. A letra pode ser mal interpretada, mas fala mais sobre como é fácil tomar algo para mudar o estado de espírito ou lidar com a depressão, seja qual for o motivo. Ah, vou apenas fugir disso, sabe? Então existe esse elemento, mas também é muito irônica."

O Close Enemies já está na estrada há mais de um ano. A banda fez sua estreia com um show em Nashville, cidade natal de alguns integrantes. Como Hamilton contou ao UCR logo após esse concerto, ele sentiu um certo frio na barriga antes de subir ao palco.

"Fiquei um pouco nervoso, sabe? Mas essa sensação te energiza. Não te segura, te faz querer mergulhar cada vez mais fundo."

Falando via Zoom, Hamilton demonstrava empolgação com a turnê que estava por vir. "É como voltar ao começo", disse na época. "Não temos álbuns anteriores. Vamos viajar de van, provavelmente, e voar em voos comerciais, exatamente como quando o Aerosmith começou — e estou ansioso por isso. Existe uma camaradagem especial nisso."

"Lembro daquele primeiro show em Nashville como se fosse ontem, e vejo claramente a diferença da banda desde então", reflete Stroud. "Obviamente, todos são grandes músicos. Conseguimos fazer um show único com facilidade."

"Mas a diferença entre aquele momento e agora, na coesão, no entrosamento e na energia entre todos nós, é gritante", acrescenta. "O primeiro show foi muito divertido, mas nada substitui a experiência de tocar noite após noite."

Durante esse período de turnês, os integrantes do Close Enemies lançaram seis faixas do álbum. Eles optaram por divulgar as músicas aos poucos, permitindo que os fãs conhecessem a banda tanto ao vivo quanto em estúdio antes do lançamento do disco completo. Todos os envolvidos aproveitaram a oportunidade de construir a identidade do grupo sem pressa.

"No Aerosmith, tivemos nosso período de formação de público, e depois disso, nos consolidamos", conta Hamilton ao UCR. "Cada vez que íamos gravar um disco, havia uma pressão para garantir que tudo fosse tão bom ou melhor que o anterior, e o lado comercial pesava muito no processo. Com o Close Enemies, começamos do zero. Não tínhamos essa pressão do mercado."

"'Rain' foi a faixa em que percebemos: 'Ok, agora estamos todos em sintonia'", diz Stroud ao UCR. "Percebi que tínhamos um conceito em que nenhuma ideia era descartada. Todos participavam e trabalhávamos juntos nas músicas. Elas surgiram rapidamente, pelo menos em seus estágios iniciais. E ainda temos outras dez músicas além dessas que já começamos a desenvolver."

"Tive que frear um pouco e dizer: 'Pessoal, precisamos terminar essas dez primeiras músicas e concluir o álbum'", lembra Stroud. "Quando ouvíamos, mesmo nas demos, eu pensava: 'Caramba, isso está bom! Vai ser divertido!' Abordamos tudo do jeito certo desde o início, sem nos preocupar com nada além de tocar o que queríamos, do jeito que queríamos."

Naturalmente, a banda continuará em turnê este ano para apresentar as músicas do novo álbum, além de alguns clássicos do passado, tanto da época de Hamilton no Aerosmith quanto da trajetória de Brock com o The Babys.

No repertório do Aerosmith, eles resgataram faixas menos conhecidas como "Seasons of Wither" e "Sick as a Dog", além de destacar o trabalho marcante de Hamilton no clássico "Sweet Emotion".

"Eu era jovem e inexperiente demais para saber se aquilo seria um sucesso ou não", lembra Hamilton. "Só sabia que era muito bom de tocar."

Mesmo hoje, ao relembrar o processo de criação de "Sweet Emotion", Hamilton encontra paralelos com o que está fazendo atualmente. "Continuei trabalhando nela e criei as partes entre os versos, onde a música ganha força e depois retorna ao verso", compartilha. "No meio, ela volta à introdução com aquele riff de baixo novamente. Esses elementos são o que mais me atrai no som do Aerosmith e, agora, no Close Enemies."

De fato, ao ouvir momentos do novo álbum do Close Enemies, como "More Than I Could Ever Need", fica claro por que o lendário baixista continua se conectando com o prazer de trazer novas músicas à tona.

Ouça e é bem provável que você também entenda o entusiasmo dos integrantes do Close Enemies com a conexão que construíram.

O álbum de estreia do Close Enemies chega nesta sexta-feira, 13 de março. Os fãs já podem garantir a pré-venda do novo disco.

Crédito da galeria: Equipe Ultimate Classic Rock