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Resenha de Álbum: Filth Is Eternal – Impossible World – Punk de Seattle mais acessível e furioso
A trajetória do Filth Is Eternal até aqui é, no mínimo, intrigante. Originalmente conhecidos como Fucked And Bound, o grupo despejava um punk ácido de porão, daqueles destinados a queimar intensamente antes mesmo de pensar em desaparecer. Eram outsiders. Agora, tornaram-se líderes respeitados da cena, capazes de atrair nomes como Gina Gleason, do Baroness, que eletrifica o destaque "desire" na metade do álbum, e Johnny Whitney, vocalista do Blood Brothers e também de Seattle, que adiciona um impacto cataclísmico em "Total War".
Equilibrar potência, crueza e uma audição sem concessões é tudo para a banda neste momento. O antigo rótulo de "D-beat Distillers" pode soar redutivo, mas, com faixas como "Outbreak", "So Below" (com participação de Joe Trohman, do Fall Out Boy!) e "Slipstream", Lis merece ser comparada à poderosa Brody Dalle, tanto como compositora afiada quanto como vocalista irresistível, com o Filth Is Eternal acompanhando cada passo.
Os fãs mais brutais talvez sentissem falta de um pouco mais de agressividade pura, mas quando a faixa final "Skorpio" encerra o álbum de forma incandescente, é difícil negar que, às vezes, há ainda mais calor em uma queima lenta.
Veredito 4/5
Para fãs de: The Distillers, Gouge Away, The Blood Brothers
