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Resenha de Álbum: Poison The Well – Peace In Place marca retorno triunfante após 17 anos
Poucas coisas na música são tão desafiadoras quanto um álbum de retorno. Para os fãs, é a expectativa de descobrir se a banda que amam ainda consegue entregar tudo aquilo que os conquistou. Para a banda, é o desafio de provar que o tempo e as mudanças de gosto não os deixaram para trás. No caso dos lendários do metalcore Poison The Well, o primeiro álbum em 17 anos mostra que eles não perderam o ritmo durante a ausência.
Sobre uma base de feedback ameaçador, Jeff Moreira entoa 'Vou mudar minhas cores e sair de cena' logo no início de Peace In Place, antes de "Wax Mask" explodir em uma fúria crua e dinamismo envolvente — características que sempre fizeram do grupo um nome essencial na música pesada. Prestes a completar 30 anos de carreira, a banda soa tão vívida quanto nunca, com a maestria do som que ajudaram a criar transbordando em cada nota.
Ao longo de 10 faixas e 36 minutos, o álbum percorre tudo o que o metalcore se tornou. Os vocais limpos de Jeff em "Everything Hurts" são impactantes. O breakdown pesado de "Thoroughbreds" é destrutivo. Os tons suaves do encerramento "Plague Them The Most" são contrastados por um último ataque feroz. Já a bateria metralhadora de "Bad Bodies" poderia facilmente embalar um exército.
