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Resumo Fotográfico: Shiprocked 2026 foi uma semana de shows insanos, boas vibrações e... animais de balão?
(Fotos e texto por Sean Matthews)
De 25 a 31 de janeiro, o Shiprocked navegou de Miami para Half Moon Cay, Celebration Key e Bahamas, em sete dias de música alta, diversão e excursões épicas. Este ano trouxe um novo navio, uma nova atmosfera e, acima de tudo... novas memórias.
A troca do Carnival Magic pelo Carnival Horizon permitiu que ainda mais Shiprockers embarcassem na festa — e desde o primeiro dia caótico de embarque, ficou claro que não seria uma viagem tranquila pelo mar.
Domingo – Caos no Embarque & Domínio dos Decks
Entrar no navio já foi uma aventura! Com a maratona de Miami acontecendo, ruas fechadas, obras e acidentes de trânsito, o embarque parecia uma prova de obstáculos. Mas, uma vez a bordo, o caos rapidamente se transformou em celebração.
Avatar deu início oficial às festividades no deck principal — primeiro surgindo com coquetéis tropicais e roupões, como se estivessem de férias, antes de revelarem o figurino de palco e detonarem com “Hail the Apocalypse”. O clima de praia evaporou instantaneamente, e o Shiprocked estava oficialmente lançado.
No teatro, o Sleep Theory lotou o espaço como nunca, tocando seus maiores sucessos, faixas favoritas do álbum e covers surpreendentes de “Bye Bye Bye” do NSYNC e “Cruel Summer” da Taylor Swift.
Wage War tomou conta do deck em seu primeiro show, enquanto Archetypes Collide encerrou a noite no teatro. Apesar da noite agitada de Miami já ter deixado alguns Shiprockers cambaleando, a maioria resistiu firme.
Fotos: Público, Avatar, Sleep Theory, Starset e Wage War
Segunda-feira – Walls of Death & Teatros Lotados
As filas para meet-and-greet se estendiam por horas, mas o deck era do House of Protection. O vocalista Stephen Harrison escalou a estrutura do palco enquanto o baterista/vocalista Aric Improta fazia crowdsurfing cantando — e a energia nunca caiu.
Então veio o Knocked Loose... e tudo o que se espera de um show deles. Vieram os primeiros mosh pits, o primeiro wall of death, surfistas de multidão voando... Normalmente, as regras do Shiprocked mantêm tudo sob controle — mas a segurança estava preparada, equipes médicas de prontidão ao lado do palco. Foi intenso, mas seguro. Caos controlado em sua melhor forma.
Enquanto isso, From Ashes to New atingiu a capacidade máxima antes mesmo de tocar a primeira nota. As portas do teatro foram fechadas. Fãs esperaram quase o dia todo para garantir um lugar no chão. As portas do teatro viraram uma espécie de barricada, com muitos esperando sua vez para ver os intérpretes de “Villain” ao vivo, nem que fosse por alguns minutos.
Fotos: Knocked Loose e From Ashes To New
Terça-feira – Half Moon Cay & Headliners ao Vento
A primeira parada levou os Shiprockers a Half Moon Cay. O vento e as nuvens foram mais intensos que em anos anteriores, mas a diversão não diminuiu. Teve show na praia, circle pits dentro d’água, jogos e descanso merecido sob as palmeiras.
De volta ao navio, The Funeral Portrait talvez tenha sido a banda mais interativa do cruzeiro. O vocalista Lee Jennings tirou fotos com quase todos e organizou uma sessão de autógrafos de última hora. Durante o show explosivo, Amanda Lyberg (Eva Under Fire) subiu ao palco para “Voodoo Doll”.
À noite, Wage War voltou ao deck ventoso com um set de 18 músicas, surpreendendo os fãs ao convidar Eric Vanlerberghe (I Prevail) para “Nails”.
A noite trouxe escolhas difíceis:
- Starset no deck com sua produção atmosférica
- LYLVC no Limelight Lounge lotado
- Emi Grace no Ocean Plaza
Ninguém ficou nas cabines.
Motionless in White encerrou a noite com um set poderoso no deck, incluindo um cover surpresa de “Du Hast” do Rammstein. Tentativas de repetir o caos do Knocked Loose foram rapidamente contidas — as regras de segurança do Shiprocked voltaram a ser aplicadas com rigor.
Fotos: Wage War, Starset, Motionless In White e The Funeral Portrait
Quarta-feira – Celebration Key & Nostalgia dos Anos 90
A segunda parada levou os Shiprockers a Celebration Key. Nada de shows na praia desta vez — apenas tempo de qualidade sob o sol com integrantes das bandas e suas famílias. Um merecido descanso no meio do cruzeiro.
De volta ao navio, o set do The Stowaway mergulhou na nostalgia do punk dos anos 90 — covers de Green Day, Blink-182 e Good Charlotte fizeram o público cantar junto em peso.
From Ashes to New fez mais uma apresentação lotada no deck, agradecendo repetidamente aos fãs pelo apoio em sua ascensão.
Knocked Loose voltou... e os fãs deram tudo de si novamente. Mosh pits e crowdsurfing criaram um verdadeiro redemoinho de caos durante o set de uma hora. O vocalista Bryan Garris agradeceu ao público pelas interações incríveis e afirmou que voltariam se fossem convidados.
Já na madrugada, membros do Hollywood Undead (Charlie Scene, Funny Man, J-Dog) transformaram o Ocean Plaza em uma festa com DJ set recheado de hits da banda e clássicos dos anos 2000.
Até altas horas, o House of Protection mostrou ser incansável, levando espectadores da varanda para o chão e criando um circle pit ao redor de Stephen Harrison, que tocava no meio da multidão.
Fotos: The Stowaways, Knocked Loose, House of Protection, From Ashes To New
Quinta-feira – Jogos, Surpresas & Animais de Balão?
Um dia inteiro no mar significou meet-and-greets lotados e eventos não-musicais favoritos dos fãs:
- Family Feud: Avatar vs. Motionless in White — competição hilária.
- Concurso de Barrigada: Julgado pelo Sleep Theory e apresentado pelo diretor do cruzeiro, o infame “Cookie”.
- Love & Marriage Game: Com Eric (I Prevail), Brandon (Crobot) e Bobby (Saliva).
- Karaokê com banda ao vivo: Sempre caótico. Sempre lendário. Integrantes das bandas subindo de surpresa para cantar com os fãs suas músicas favoritas.
O último show do The Funeral Portrait contou com participação surpresa de Ricky Armellino (Ice Nine Kills) — além de um jovem fã apelidado de “Dublê do Lee Jennings” subindo ao palco.
O segundo set do Avatar no teatro foi completamente diferente — mais sombrio, menos clima de festa na praia — com Johannes Eckerström invadindo a varanda, fazendo animais de balão e, de alguma forma, incorporando um trombone à performance.
Motionless in White voltou com um set forte, mas praticamente idêntico ao anterior — deixando alguns fãs esperando por uma última surpresa de headliner.
Fotos: Sleep Theory, Motionless In White, The Funeral Portrait, Avatar
Sexta-feira – Metal invade Nassau
Pela primeira vez, Shiprocked e 70000 Tons of Metal atracaram em Nassau no mesmo dia, após mudanças de itinerário devido ao clima. Milhares de metaleiros invadiram o porto — o suficiente para confundir e intimidar cruzeiros de férias vizinhos.
Halestorm embarcou para um meet-and-greet no meio do dia antes de detonar no deck com uma apresentação única enquanto o navio estava atracado. Os fãs do navio norueguês vizinho também tiveram uma experiência exclusiva.
Mais tarde, a chuva forçou o último set dos Stowaways do deck para o Ocean Plaza, criando um clima intimista e nostálgico para alguns veteranos, lembrando os primeiros Jam Band sessions dos Shiprocked originais.
Suicidal Tendencies disputou público com os Stowaways no teatro, seguido por um set acústico improvisado do Wage War no átrio, com covers dos maiores sucessos e até uma homenagem ao Nickelback que fez os fãs lotarem todos os quatro níveis da varanda. O cruzeiro de 2026 terminou do único jeito que o Shiprocked sabe — com um super jam no Ocean Plaza, banda ao vivo e karaokê.
Fotos: Halestorm
Considerações Finais
O clima estava definitivamente melhor do que no meio-oeste americano, embora um pouco frio para quem queria curtir praia e sol. A energia dos fãs foi incansável, e o público maior do que nunca!
Enquanto o Knocked Loose jogou o livro de regras pela janela, os Shiprockers foram informados durante o Captain’s Quarters (um bate-papo com o criador do Shiprocked) que aquilo foi um evento único e não será uma constante nas próximas viagens. O objetivo é manter o navio um espaço seguro para curtir música sem riscos...
