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Slash detalha novo álbum com Myles Kennedy e fala sobre homenagem ao Aerosmith

Na quinta-feira (22 de outubro), Slash participou do Loudwire Nights para falar sobre suas novas músicas com Myles Kennedy e os Conspirators. O guitarrista também comentou sua participação n...

Slash detalha novo álbum com Myles Kennedy e fala sobre homenagem ao Aerosmith

Na quinta-feira (22 de outubro), Slash participou do Loudwire Nights para falar sobre suas novas músicas com Myles Kennedy e os Conspirators. O guitarrista também comentou sua participação no Back to the Beginning e os próximos shows do Aerosmith + Friends.

A conversa completa está disponível no player próximo ao fim da matéria original.

“Não é uma daquelas coisas de pensar: ‘Ah, meu Deus, tenho que entrar no estúdio’”, disse Slash ao apresentador Chuck Armstrong sobre trabalhar com Myles Kennedy.

“Nós nos divertimos muito trabalhando juntos, e eu fico ansioso por quando vamos fazer uma sessão. Também nos divertimos passando um tempo juntos. É simplesmente uma ótima banda.”

Em 26 de fevereiro de 2027, Slash featuring Myles Kennedy and the Conspirators lançará seu quinto álbum, Flying Blind. Segundo Slash, a maior parte das músicas nasceu de jams espontâneas durante a pré-produção.

“Entrei na pré-produção com Todd [Kerns] e Brent [Fitz] no meu estúdio e, para começar, para entrar no clima, sempre invento alguma coisa e a gente improvisa em cima”, explicou, ao falar sobre a criação da faixa-título.

“A parte pesada, o riff principal... foi uma das primeiras coisas que criei. Desenvolvemos aquele riff, ficamos improvisando por um tempo e depois passamos para outras coisas. Fui para casa, criei a introdução, voltei e então montamos uma versão instrumental da música.”

Slash enviou a gravação a Kennedy, que escreveu a letra relativamente rápido — algo recorrente durante a criação de Flying Blind.

“A maioria das coisas deste disco ficou pronta muito rápido, quando não era uma música antiga”, contou.

“Há algumas músicas antigas que ainda não tínhamos terminado e que estão neste disco, mas a maior parte era nova, criada praticamente na pré-produção.”

A primeira vez em que Slash quase conheceu Myles Kennedy

Slash conheceu Kennedy quando os dois gravaram “Starlight” para o álbum de estreia solo do guitarrista. O vocalista integrou um elenco de convidados que incluía Ozzy, Lemmy, Ian Astbury e outros nomes.

“Aquilo deu origem a tudo isso”, disse Slash.

“Eu tinha escrito essa música e já havia concluído todos os vocais, com exceção de duas faixas, quando o nome de Myles surgiu nas conversas.”

Slash já tinha ouvido falar de Kennedy porque ele deveria ter feito um teste para o Velvet Revolver.

“Naquela época, Matt Sorum sabia quem ele era; eu não o conhecia”, relembrou Slash.

“Mandamos algumas músicas para ele, e ele disse: ‘Legal’. Só que, quando chegou a hora de aparecer, ele não apareceu. E foi isso. Nunca mais tivemos notícias dele.”

Embora uma experiência assim pudesse deixar outros artistas ressentidos, Slash não guardou mágoa.

“Naquele momento, ouvíamos 200 materiais enviados por mês — talvez fosse por semana, seja como for, era uma quantidade absurda de coisas”, afirmou.

“Quando ele não apareceu, como eu nunca o tinha ouvido cantar e não sabia quem ele era, aquilo não me abalou muito. Acabei simplesmente esquecendo.”

Quando Kennedy trabalhou com Slash em “Starlight” e “Back From Cali”, porém, o assunto voltou à tona.

“Quando voltei a encontrá-lo, tive que perguntar: ‘Mas que porra foi aquela?’”, contou Slash, rindo.

“Ele respondeu: ‘Eu estava em um momento da minha vida em que as músicas que vocês mandaram eram ótimas e tudo mais, mas eu simplesmente não estava pronto para chegar ali e assumir aquele compromisso’. Ele simplesmente ficou com medo.”

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Felizmente, os dois se deram bem, e a amizade cresceu ao longo dos anos.

“Acho que nós simplesmente gostamos um do outro. Gostamos do que cada um faz... Na maior parte do tempo, sabemos o que fazemos e estamos felizes com isso.”

O que mais Slash discutiu no Loudwire Nights?

Sobre tocar no Back to the Beginning e se preparar para o Aerosmith + Friends: “O Black Sabbath foi uma influência enorme para todo mundo no Guns N’ Roses, assim como o Aerosmith. O Sabbath teve um impacto enorme em mim, e o Aerosmith provavelmente ainda mais, porque foi por volta de 1978, 1979, na verdade, que peguei a guitarra pela primeira vez. O que realmente acendeu a chama para mim foi aquele disco do Aerosmith, Rocks. Foi um grande incentivo. Mas o Sabbath também estava ali”.

Sobre nunca perder a gratidão pelo que faz: “Tenho sorte. Adoro tocar, e o fato de estar em uma posição em que posso tocar o tempo todo ainda me faz ter que me beliscar, porque essa é a minha realidade e é tudo o que eu sempre quis. Faço o que amo. É legal... É um trabalho em andamento, certo? Você pega a guitarra e começa uma jornada que nunca termina. Ainda pego a guitarra todos os dias, tento fazer coisas com ela e melhorar. Amo música e adoro poder enxergar outras oportunidades de fazer alguma coisa. Não penso tanto nisso, simplesmente vou em frente. Mas fico muito empolgado por poder fazer isso”.

Sobre gravar uma versão de “Brown Sugar” com Billy Gibbons e Tim Montana: “Foi divertido. Billy me chamou para aquilo. Adoro o Billy. Não consigo pensar em muitas coisas que ele poderia me pedir e que eu não faria por ele. Ele me ligou quando eu estava no meio, bem no meio de outra coisa. Na verdade, usei o estúdio onde eu estava, em uma sessão de outra pessoa, para gravar depois do expediente”.

Ouça a entrevista completa no player de podcast

Slash participou do Loudwire Nights na quinta-feira, 22 de outubro. O programa tem reprises disponíveis on-line e pode ser ouvido ao vivo nos dias úteis, às 19h no horário do leste dos Estados Unidos, ou pelo aplicativo da Loudwire. Na matéria original, também é possível consultar a disponibilidade em emissoras locais e acessar entrevistas sob demanda, além das opções na Apple e no Spotify.

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