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“Tinha um fantasma no meu quarto piscando as luzes”: Por dentro do álbum mais pesado e sombrio do Don Broco

“Tinha um fantasma no meu quarto piscando as luzes”: Por dentro do álbum mais pesado e sombrio do Don Broco

Conversamos com o Nickelback no final do ciclo do nosso álbum Amazing Things, quando o guitarrista deles, Ryan [Peake], foi a um dos nossos shows no Canadá. Descobrimos que o irmão do Ryan é fã do Don Broco e o levou ao show. Cerca de uma semana depois que terminamos a turnê, recebemos um e-mail incrivelmente simpático do Nickelback, dizendo que o Ryan tinha nos assistido ao vivo, depois ouviu nosso catálogo antigo e mostrou nossas músicas para o resto da banda. Eles queriam nos avisar que tinham descoberto nosso som e virado fãs.

Foi provavelmente um dos melhores dias das nossas vidas, acordar com um e-mail desses, completamente inesperado. Avançando 18 meses, quando já tínhamos praticamente finalizado o Nightmare Tripping, não tivemos medo de homenagear as bandas que nos inspiraram a ser quem somos hoje. A música estava me dando uma vibe real de System Of A Down. Eles provavelmente são minha banda favorita de todos os tempos. Sem o System, não existiria Don Broco. Adoro as reviravoltas nas músicas deles, o contraste entre as seções, o senso de diversão misturado com emoções poderosas.

Percebi que conseguia imaginar o Nickelback fazendo um riff como o dessa música, porque as pessoas esquecem o quanto eles podem ser pesados. Então pensamos em arriscar, mesmo sem saber direito como funcionaria. Chegamos a debater usar IA para colocar o Chad no refrão, só para ilustrar, já que essa tecnologia existe, mas no fim não fizemos isso. Depois de enviar o e-mail, o empresário deles respondeu dizendo que a banda estava mergulhada na composição do novo álbum. Mas, alguns dias depois, eles retornaram dizendo que tinham ouvido a música e adorado.

O Nickelback regravou muita coisa que tínhamos escrito, adicionando o Chad e o Ryan fazendo harmonias incríveis no refrão, o que elevou ainda mais a faixa. Além disso, conseguimos que o Ryan fizesse o solo no final. O Simon é bem rigoroso quanto a não ter linhas de segunda guitarra em uma faixa do Broco, porque somos uma banda de uma guitarra só. Mas ter um solo do Ryan nos permitiu manter a guitarra base para segurar a energia, enquanto o Ryan detonava no solo por cima.