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JOHAN HEGG, do AMON AMARTH: 'Nunca escrevemos músicas que não sentimos que vão entrar no álbum'

JOHAN HEGG, do AMON AMARTH: 'Nunca escrevemos músicas que não sentimos que vão entrar no álbum' 26 de setembro de 2026 Em uma nova entrevista concedida a Thomas Moser, da Rock Antenne da...

JOHAN HEGG, do AMON AMARTH: 'Nunca escrevemos músicas que não sentimos que vão entrar no álbum'

JOHAN HEGG, do AMON AMARTH: 'Nunca escrevemos músicas que não sentimos que vão entrar no álbum'

26 de setembro de 2026

Em uma nova entrevista concedida a Thomas Moser, da Rock Antenne da Alemanha, o vocalista do AMON AMARTH, Johan Hegg, falou sobre o aguardado novo álbum da banda, "The Allfather Awakens", que será lançado em 2 de outubro pela Metal Blade Records. Questionado se ainda fica nervoso quando chega o momento de apresentar novas músicas ao público, Johan respondeu (conforme transcrito pelo BLABBERMOUTH.NET): "A resposta é sim e não, infelizmente. Se dependesse de mim, no minuto em que fechamos a porta do estúdio, eu já gostaria de lançar as músicas para o público. Porque esperar é quase doloroso, já que você tem essas músicas, esse álbum do qual se orgulha tanto e quer compartilhar com os fãs. Então, você fica ansioso para lançar, está empolgado. Mas, ao mesmo tempo, há um elemento de nervosismo, porque eu sei o que sinto sobre essas músicas, mas será que o público vai sentir o mesmo? Será que eles vão achar tão bom quanto eu acho?"

Johan continuou: "Pelo menos do meu ponto de vista, quando você trabalha em músicas, em um álbum, somos só nós cinco [integrantes da banda]. São apenas cinco pessoas. Escrevemos a música que queremos ouvir, mas não temos ideia do que as outras pessoas vão gostar. Estamos em nossa própria bolha, trabalhando. Então, o que tentamos fazer é, quando temos as músicas gravadas, mostrar para amigos e familiares, para receber algum feedback. Mas é difícil... Queremos que as pessoas amem a música. Isso é óbvio. Mas, no fim das contas, do jeito que vejo, desde que eu esteja satisfeito, preciso estar feliz, não importa como as pessoas vão reagir. É claro que você quer que todos gostem, mas sabe que isso não vai acontecer — nem todo mundo vai amar todas as músicas. É assim que é. Música é subjetiva. É tudo sobre sentimentos, sobre quem você é como pessoa e onde você está naquele momento. As pessoas vão ter opiniões. É assim que funciona."

Após Moser comentar que parece que o AMON AMARTH nunca tem dificuldade em criar material de qualidade em abundância, Johan respondeu: "Isso está bem longe da verdade. Quando se trata do aspecto musical, acho que é melhor falar com [os guitarristas do AMON AMARTH] Olavi [Mikkonen] e Johan Söderberg, porque são eles que compõem a música. Mas, do ponto de vista da banda, nunca escrevemos músicas que não sentimos que vão acabar no álbum. Se há dez músicas no álbum, escrevemos dez músicas, não doze, não quinze. Escrevemos dez músicas. Dito isso, na verdade, gravamos onze músicas para este álbum. Houve uma música que achamos que tinha potencial, mas não saiu como queríamos. Então, deixamos ela de lado por enquanto. E isso é inédito. Nunca aconteceu antes."

Como em trabalhos anteriores, Oden, o "pai de todos" nórdico — divindade da guerra, sabedoria, morte, magia e poesia — é o fio condutor nas letras e na arte do AMON AMARTH. Mais uma vez, Oden é a inspiração da banda, mas "The Allfather Awakens" não é um álbum conceitual, e sim uma coleção de contos épicos historicamente inspirados sobre conflito e sacrifício por um bem maior.

O produtor dinamarquês Jacob Hansen comandou "The Allfather Awakens", o 13º álbum da banda desde "Once Sent From The Golden Hall", de 1998. O LP ganhou vida em duas sessões de gravação, com meses de intervalo, no estúdio de Hansen, na Dinamarca. O AMON AMARTH começou a compor enquanto ainda estava em turnê, ao invés de esperar até o fim dos shows. A primeira sessão foi na primavera de 2025; a gravação final foi concluída em março de 2026. Esse processo de composição e gravação permitiu que os músicos focassem intensamente em cada faixa, resultando em um álbum onde cada música foi tratada como um single.

No quesito guitarras, o AMON AMARTH optou por uma abordagem menos moderna em termos de sonoridade, deixando de lado os amplificadores 5150 e voltando aos Marshalls. A música é composta antes das letras, e frequentemente define o tom das palavras. A faixa que inspirou o título do álbum, "The Allfather Awakes", foi a última a ser escrita. A arte da capa de "The Allfather Awakens" é um retrato poderoso de Oden, criado por Tom Thiel, responsável por sete capas de álbuns do quinteto.

Desde a formação do AMON AMARTH em 1992, em Tumba, Suécia, até a fama mundial conquistada nos anos seguintes, o legado lírico, ao vivo e em estúdio da banda fala por si só. Nos últimos anos, o grupo se apresentou globalmente e ao lado de lendas como SLAYER, IRON MAIDEN, SLIPKNOT e PANTERA, além de shows monumentais em locais históricos como o The Forum, em Los Angeles, e o Red Rocks Amphitheatre, em Denver, para citar alguns. Na Europa, os "senhores vikings" já foram headliners de diversos festivais de rock e metal, incluindo uma apresentação épica no Wacken Open Air, na Alemanha, em 2024, para 85 mil pessoas. No Reino Unido, lideraram o Bloodstock Open Air duas vezes, fizeram quatro aparições no Download Festival (2008-2019) e tocaram oito vezes no Summer Breeze (2003-2024), sendo headliners em seis dessas ocasiões.

O crescimento acelerado nas vendas e números de turnê, além da expectativa pelo giro norte-americano de 2026 com DETHKLOK e CASTLE RAT, garantiu ao AMON AMARTH um sucesso mainstream sem sacrificar a criatividade em constante evolução ou o peso característico. O público da banda é diverso, abrangendo desde pré-adolescentes até pessoas na casa dos 60 anos, proporcionando uma experiência inclusiva para quem aprecia letras épicas, positivas e inspiradoras.

A influência cultural do AMON AMARTH não pode ser subestimada. Um exemplo é o fenômeno "The Row". O consenso é que a lendária "Viking row" dos fãs começou durante o show do AMON AMARTH no Bloodstock, em 2009. Os fãs sentam-se no chão e, em uníssono, simulam remar um navio invisível, criando uma experiência poderosa e unificadora. Com o lançamento do single e do clipe "Put Your Back Into The Oar", em 2022, Hegg comentou: "Achamos que seria uma boa ideia escrever uma música sobre The Row! Essa é para vocês, fãs, onde quer que estejam — e que Oden os guie enquanto remam rumo ao destino em mares desconhecidos!"

Com o passar dos anos, o fenômeno se espalhou para shows de outros artistas e eventos globais, incluindo plateias da Copa do Mundo de 2026 — mas, graças aos registros em vídeo, é seguro afirmar que foi o público do AMON AMARTH que iniciou essa tendência icônica.

"The Allfather Awakens" representa mais um passo adiante, apresentando esforços inéditos e um feito musical e lírico impressionante e consciente após três décadas de estrada.

Neste outono, "The Allfather Awakens" ganhará vida no palco, com a banda revelando uma produção totalmente nova inspirada no lendário Salão Dourado de Oden, transformando a experiência de show do AMON AMARTH em uma extensão viva do novo álbum.