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Por que o Clown do Slipknot deixou Iowa e se mudou para Palm Springs
Iowa é parte fundamental da história do Slipknot (tanto em relação ao local quanto ao álbum); no entanto, o percussionista Shawn “Clown” Crahan revelou recentemente que ele e sua esposa deixaram Iowa e se mudaram para Palm Springs, Califórnia, por uma série de razões compreensíveis e cativantes.
Crahan foi convidado do podcast Kennedy Saves the World (episódio publicado no YouTube em 4 de março), e logo a apresentadora/ex-VJ da MTV Lisa Kennedy Montgomery perguntou se ele ainda morava em Iowa.
“Não, nós nos mudamos para Palm Springs”, disse Crahan sobre ele e sua esposa, acrescentando:
Tem algumas questões de saúde, sabe, e o sol está sempre brilhando aqui. O céu está sempre azul. A energia é incrível, e é simplesmente melhor para o que minha esposa e eu estamos fazendo agora em nossas vidas, que é tentar viver com o mínimo de estresse possível e aproveitar um ao outro. Todos os filhos já saíram de casa, então, foi uma longa jornada dedicada à arte e à vida. Então, nos mudamos para Palm Springs para aliviar um pouco o peso e buscar uma energia diferente, ter céus azuis [e] clima quente que faz bem o dia inteiro, todos os dias.
Tem algumas questões de saúde, sabe, e o sol está sempre brilhando aqui. O céu está sempre azul. A energia é incrível, e é simplesmente melhor para o que minha esposa e eu estamos fazendo agora em nossas vidas, que é tentar viver com o mínimo de estresse possível e aproveitar um ao outro. Todos os filhos já saíram de casa, então, foi uma longa jornada dedicada à arte e à vida. Então, nos mudamos para Palm Springs para aliviar um pouco o peso e buscar uma energia diferente, ter céus azuis [e] clima quente que faz bem o dia inteiro, todos os dias.
Em seguida, ele refletiu sobre a vida em Iowa:
Tenho um amigo muito bom [que] nasceu e cresceu em Nova York, e quando ele dirigia comigo no meio do nada em Iowa – a gente ia para um estúdio – e era só campo de milho e soja, e então casas de fazenda a um quarteirão da estrada, cercadas por árvores. Ele batia no vidro e dizia: “Isso é ‘Quadrilha de Sádicos’” [risos]. Eu tentava trazer isso para a realidade dele, sabe? Eu dizia: “Escuta, cara. Escuta. O que você faz quando está -80°F com sensação térmica e seu carro quebra bem aqui e aquela casa está com a luz acesa?” Ele dizia: “Eu ficaria no meu carro”, e eu dizia: “Não, você vai morrer. Você vai morrer.”
Tenho um amigo muito bom [que] nasceu e cresceu em Nova York, e quando ele dirigia comigo no meio do nada em Iowa – a gente ia para um estúdio – e era só campo de milho e soja, e então casas de fazenda a um quarteirão da estrada, cercadas por árvores. Ele batia no vidro e dizia: “Isso é ‘Quadrilha de Sádicos’” [risos]. Eu tentava trazer isso para a realidade dele, sabe? Eu dizia: “Escuta, cara. Escuta. O que você faz quando está -80°F com sensação térmica e seu carro quebra bem aqui e aquela casa está com a luz acesa?” Ele dizia: “Eu ficaria no meu carro”, e eu dizia: “Não, você vai morrer. Você vai morrer.”
Então, Montgomery comentou que pessoas “de grandes cidades” acham lugares assim “assustadores” porque “não têm uma multidão para correr e se juntar se estiverem em apuros”.
Algumas coisas sobre isso. Primeiro – então, eu cresci no mato. Muita gente pensa: “Ah, você é um desses caras assustadores. Cresceu no meio do esterco e das árvores.” Agora moro no deserto, e estou tentando fechar o ciclo com você dizendo: “Sim, tem muita coisa estranha que acontece no deserto, e é diferente. O deserto é diferente. É definitivamente diferente. A gente poderia falar sobre isso.
Mas, outra coisa que eu ia dizer sobre isso – eu sempre me perguntei, tipo, o verdadeiro apocalipse zumbi é quando a rede cai e os humanos vão atrás de outros humanos que têm água ou pilhas ou seja lá o que for. Não sei. Sempre admirei pessoas que vivem em situações apertadas com outras pessoas. Infelizmente, tragédias podem acontecer ou o que seja. A capacidade do ser humano de se unir e superar sempre foi algo maravilhoso de se ver. Digo isso porque ainda estou preso no mato, mas agora no deserto. É um baita [dilema].
Sabe, Nova York foi se fechando para mim. Eu costumava amar Nova York. Eu seguia trilhas de chiclete, sabe, e ficava pensando nas conversas das pessoas. Só pessoas e chiclete. Tipo, quem é esse cara? Quem é essa mulher? A gente fazia acordes disso em partituras, e eu mergulhava fundo – as coisas na rua contavam uma história, e sempre me levavam a um bom restaurante ou a um lugar fascinante para fotografar. As pessoas em Nova York sempre – na minha opinião – olhavam para você uma vez e nunca mais olhavam, enquanto na Costa Oeste (em L.A.), alguém pode perguntar: “Tá olhando o quê?” E isso pode continuar por um tempo.
Enfim, um dia simplesmente se fechou para mim. Eu me sentia numa lata de sopa com a tampa fechada. Não é necessariamente culpa de Nova York. Sempre admirei – sou filho único, então provavelmente é por isso – mas sempre admirei grupos de pessoas seguindo juntos pela vida. Fazendo acontecer.
Algumas coisas sobre isso. Primeiro – então, eu cresci no mato. Muita gente pensa: “Ah, você é um desses caras assustadores. Cresceu no meio do esterco e das árvores.” Agora moro no deserto, e estou tentando fechar o ciclo com você dizendo: “Sim, tem muita coisa estranha que acontece no deserto, e é diferente. O deserto é diferente. É definitivamente diferente. A gente poderia falar sobre isso.
Mas, outra coisa que eu ia dizer sobre isso – eu sempre me perguntei, tipo, o verdadeiro apocalipse zumbi é quando a rede cai e os humanos vão atrás de outros humanos que têm água ou pilhas ou seja lá o que for. Não sei. Sempre admirei pessoas que vivem em situações apertadas com outras pessoas. Infelizmente, tragédias podem acontecer ou o que seja. A capacidade do ser humano de se unir e superar sempre foi algo maravilhoso de se ver. Digo isso porque ainda estou preso no mato, mas agora no deserto. É um baita [dilema].
Sabe, Nova York foi se fechando para mim. Eu costumava amar Nova York. Eu seguia trilhas de chiclete, sabe, e ficava pensando nas conversas das pessoas. Só pessoas e chiclete. Tipo, quem é esse cara? Quem é essa mulher? A gente fazia acordes disso em partituras, e eu mergulhava fundo – as coisas na rua contavam uma história, e sempre me levavam a um bom restaurante ou a um lugar fascinante para fotografar. As pessoas em Nova York sempre – na minha opinião – olhavam para você uma vez e nunca mais olhavam, enquanto na Costa Oeste (em L.A.), alguém pode perguntar: “Tá olhando o quê?” E isso pode continuar por um tempo.
Enfim, um dia simplesmente se fechou para mim. Eu me sentia numa lata de sopa com a tampa fechada. Não é necessariamente culpa de Nova York. Sempre admirei – sou filho único, então provavelmente é por isso – mas sempre admirei grupos de pessoas seguindo juntos pela vida. Fazendo acontecer.
Por fim, Montgomery perguntou a Crahan se ele “se sente em paz”, e ele ficou visivelmente abalado ao responder:
Cara. Bem, sabe, não estou tentando mudar o rumo, porque você fez a pergunta. Tenho que ser sempre honesto. Não minto, não engano, não roubo. É tipo – perdemos um membro da família, e no Meio-Oeste – em qualquer lugar com pessoas boas. Em qualquer lugar com gente boa por perto – eles sempre vão estar lá por você, e foi difícil para minha esposa e eu estarmos na situação em que estávamos, com tanta gente boa ao redor. Como eu sempre digo, muita gente vai pra casa jantar, e a gente meio que fica preso nisso de qualquer jeito. Então, sim, muita paz aqui em Palm Springs. Energia diferente.
Cara. Bem, sabe, não estou tentando mudar o rumo, porque você fez a pergunta. Tenho que ser sempre honesto. Não minto, não engano, não roubo. É tipo – perdemos um membro da família, e no Meio-Oeste – em qualquer lugar com pessoas boas. Em qualquer lugar com gente boa por perto – eles sempre vão estar lá por você, e foi difícil para minha esposa e eu estarmos na situação em que estávamos, com tanta gente boa ao redor. Como eu sempre digo, muita gente vai pra casa jantar, e a gente meio que fica preso nisso de qualquer jeito. Então, sim, muita paz aqui em Palm Springs. Energia diferente.
Crahan quase certamente estava se referindo à morte de sua filha, Gabrielle, em 2019, aos 22 anos.
Minha esposa estava doente, e viemos aqui algumas vezes e o ânimo dela melhorou muito – muito mesmo – quero dizer, o ânimo, a saúde, tudo subiu. Um dia, estava 120°F e a gente estava deitado na piscina, olhando para essas montanhas pequenas, tipo, “Uau, estamos aqui?” Ela disse: “Eu poderia viver aqui.” Então, estamos aqui. É isso. Ela só precisou dizer isso, e honestamente, sim, temos muita paz. É bom mudar de situação, sair do mato [e] ir para o deserto.
A banda em que estou, tocamos aqui em um clube pequeno chamado Pappy & Harriet's [em 2024] com nosso novo baterista [Eloy Casagrande] quando ele entrou... fizemos nosso primeiro show [com ele] lá, e acho que todos achamos que talvez teria menos gente, então o pessoal se apertou. Não fazíamos algo assim há muito tempo. Podem ser duas décadas. Pode ter sido literalmente antes de sermos contratados. Desde então, só cresceu. Sempre tem mais uma pessoa no show. Nunca foi menos.
Minha esposa estava doente, e viemos aqui algumas vezes e o ânimo dela melhorou muito – muito mesmo – quero dizer, o ânimo, a saúde, tudo subiu. Um dia, estava 120°F e a gente estava deitado na piscina, olhando para essas montanhas pequenas, tipo, “Uau, estamos aqui?” Ela disse: “Eu poderia viver aqui.” Então, estamos aqui. É isso. Ela só precisou dizer isso, e honestamente, sim, temos muita paz. É bom mudar de situação, sair do mato [e] ir para o deserto.
A banda em que estou, tocamos aqui em um clube pequeno chamado Pappy & Harriet's [em 2024] com nosso novo baterista [Eloy Casagrande] quando ele entrou... fizemos nosso primeiro show [com ele] lá, e acho que todos achamos que talvez teria menos gente, então o pessoal se apertou. Não fazíamos algo assim há muito tempo. Podem ser duas décadas. Pode ter sido literalmente antes de sermos contratados. Desde então, só cresceu. Sempre tem mais uma pessoa no show. Nunca foi menos.
Você pode assistir à entrevista completa no vídeo.
Em janeiro passado – e como a Billboard já havia noticiado [via Loudwire] – o Slipknot estava processando “um suposto ciberespeculador que vinha usando o domínio slipknot.com para anunciar mercadorias falsificadas por quase um quarto de século”.
No entanto, no final daquele mês, a Loudwire escreveu sobre o Slipknot “desistindo voluntariamente do processo contra o nome de domínio slipknot.com”, com “os advogados do domínio entrando com uma moção para encerrar o processo, alegando que a banda não havia sido a registrante do nome no prazo exigido”.
A Loudwire continuou: “No dia seguinte, o grupo entrou com um aviso de desistência voluntária sem prejuízo, o que lhes daria o direito de retomar a questão legalmente em outro momento, caso desejassem.”
Mais recentemente, soubemos que o enigmático e altamente aguardado álbum perdido da banda, Look Outside Your Window, finalmente será lançado. No entanto, será sob o nome Look Outside Your Window e não Slipknot, e o lançamento está marcado para 18 de abril de 2026 (no Record Store Day).
O site oficial do Record Store Day afirma:
Look Outside Your Window é Corey Taylor, Jim Root, Sid Wilson e Shawn ‘Clown’ Crahan, que, nos intervalos das sessões de gravação do álbum All Hope Is Gone do Slipknot em 2008, começaram a criar músicas livremente para si mesmos, explorando novos caminhos sem expectativas externas....
