Jay Jay French, guitarrista do Twisted Sister, declarou que não tem paciência para o que ele chama de “jogo político” do Rock & Roll Hall of Fame.
Durante uma recente participação no podcast Mistress Carrie, French foi questionado sobre as chances do Twisted Sister entrar para o Hall da Fama — especialmente considerando que a instituição costuma valorizar mais o mérito artístico do que o sucesso comercial.
“O irônico dessa afirmação é que nossas vendas de discos estão entre as maiores”, respondeu o músico (conforme transcrição do Blabbermouth). “Se você considerar as vendas internacionais, estamos na marca de 30 milhões, e eu tenho cerca de 37 discos de ouro e platina de vários países, além de termos tocado como atração principal em 40 países ao redor do mundo.”
French continuou: “Mas pegue uma banda como o The Velvet Underground. Existe um clichê sobre eles: ‘O Velvet Underground só vendeu 3 mil álbuns, mas todo mundo que comprou um formou uma banda.’ E eu adoro isso. Adoro esse clichê, porque também somos grandes fãs do Velvet Underground. E isso vai exatamente ao encontro do seu ponto. Agora, o Velvet Underground está no Rock & Roll Hall of Fame, acredito. Assim como o Lou Reed. E eles merecem estar lá. Existem alguns artistas que, na minha opinião, não merecem, mas isso é um jogo político, porque, como você sabe, há política envolvida em todo Hall da Fama.”
Jay Jay French diz que Twisted Sister 'não recebe o respeito que deveria'
French argumentou ainda que o Twisted Sister nunca sequer foi cogitado para o Hall da Fama devido à recusa da banda em participar dos jogos políticos da indústria.
“É o ‘negócio’ da música, e eu conheço a política desse meio”, comentou o guitarrista. “Por isso, quase não me surpreende que não recebamos o respeito que deveríamos, porque somos de Long Island, e Long Island não recebe muito respeito. Realmente não recebe. Sim, o Billy Joel é de Long Island — eu sei disso — mas Long Island, no geral, não é muito respeitado na indústria, mesmo estando tão perto de Manhattan. Simplesmente não é.”
French também afirmou que a indústria musical nunca abraçou o Twisted Sister, apesar de a banda ter surgido na mesma época que nomes como Blondie e Ramones, que estavam despontando em Nova York.
“Esses caras não conseguiam tocar nos lugares onde a gente tocava porque não vendiam ingressos”, insistiu o guitarrista. “Nós, por outro lado, lotávamos casas de 5 mil pessoas em toda Nova York sem nunca tocar na cidade de Nova York. Então, quando nosso empresário sugeriu que tocássemos em Nova York, dissemos: ‘Não há lugar grande o suficiente para a gente.’ Lembre-se, isso era 1979 — sem contrato com gravadora. E ele disse: ‘Por que não tocamos no Palladium Theater, que comporta 3.500 pessoas?’ E eu respondi: ‘Nenhuma banda sem contrato já lotou o Palladium.’ E nós lotamos — duas vezes. E isso foi um recado para a indústria da música: ‘Vocês não nos respeitam, não nos entendem, mas nosso público é enorme.’ E realmente era enorme.”
Atualmente, o Twisted Sister está em meio a uma turnê de reunião pelos Estados Unidos, com Sebastian Bach assumindo os vocais no lugar do lendário frontman Dee Snider. A turnê está prevista para terminar em 11 de dezembro, em St. Petersburg, Flórida.
